Avô ♥

remember

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June 27, 2011

o que mais se teme, acontece

Acho que só agora é que estou a tomar consciência de que está tudo perdido. Acho que só agora é que o meu coração parou de bater para entender o que está a acontecer à minha volta. Tinha tanto medo que este momento chegasse, que acabou por vir mais cedo, acabou por se antecipar e, com ele, antecipar a minha dor...
Já não sei que mais dizer, já nem sei se o devo dizer para ti ou apenas para mim, mas espero que desapareças da minha vida. Pode ser que assim termine, de vez, a dor que carrego dentro de mim, dentro do meu pobre coração que sempre abriu mãos para te receber. Hoje soltaste-nos, a mim e ao meu coração, e estamos ambos em total desespero por não te ter.
Mais tarde ou mais cedo, sei que essa ferida vai sarar, sei que as cicatrizes vão desaparecer. Sei que só nesse momento estarei sã para regressar à minha vida. Por enquanto, ainda me sinto a navegar nesta mágoa, ainda me sinto à deriva por teres posto de parte este sentimento que fazia parte de nós. Ou se formos a ver, fazia apenas parte de mim. De qualquer das formas, vou soltar-me dele. Vou fechar este capítulo, retirar-te de mim, abrir um outro totalmente novo e vou fazer com que o meu coração viva lindo e feliz. Afinal, ele e eu também merecemos. - Oh, se merecemos!

June 26, 2011

já acreditei, agora desisto

Sempre que o teu nome aparece, ou sempre que é pronunciado; sempre que a tua imagem me vem à cabeça, ou apenas tudo o que já fui do teu lado é motivo de lembrança; sempre que suspiro de tristeza pelo rumo das coisas se ter modificado, o meu coração torna-se pequenino, perde a sua cor e parece que o sangue não circula de forma correcta. Afectas-me, sim. Desde início que sei disso. És como um distúrbio que parece, a meu ver, não ter cura. Eu quero que tenha, quero que sintas que me magoas e que me tornas num pedaço pequeno, numa simples amostra de gente. Embora já tenha delineado que mais ninguém me iria fazer sentir assim, tu fazes, mesmo sem eu querer.
O teu poder sobre mim não desaparece, só se mostra mais forte, com mais garra... Vejo-me suspensa lá no alto e a ir de encontro ao chão. Sinto-te sem piedade do que poderei sentir nesse momento.
Onde está aquela pessoa que eras antes? Já não digo com os outros porque sei que essa mudança é única, é pessoal e é só comigo. Dá-me os motivos, desvenda-os. Tem-nos tão bem guardados, que penso que daí não vem boa coisa. Afinal que revolução é que passou por ti para hoje estares assim? Frio, distante, apagado e enrolado num lençol de desilusões...
Olha para mim, olha para os meus olhos mergulhados numa mágoa imensa, o seu brilho não é mais de felicidade mas sim de dor, de sofrimento e de angústia por desconhecer as tuas razões. Hoje já não sei que mais dizer. Assegurei a mim mesma que não voltaria a dar mais cartas por ti, que deixaria de insistir numa coisa que não queres partilhar... Mas depois olho para mim, olho para o meu interior e sinto que tenho a obrigação de te exigir explicações! E, de facto, tenho. Porque só nós sabemos que isto não pode terminar assim. Não podes soltar assim o laço que nos unia. Porque ele era forte, foi ele que durante uns tempos me fez caminhar segura de mim mesma. E hoje desentrelaças qualquer ligação que existira, em tempos, entre nós. Porquê?! - Continuo a perguntar...
Já não sei que te pedir mais. Vou soltar-me. Se é o que queres, fá-lo-ei. Mas se o fizer, será para sempre, e a partir desse momento esquece tudo. Esquece tudo o que ficou para trás e tudo o que poderíamos ainda ter feito juntos. Odeio pensar que isto está mesmo a seguir este rumo. Mas foste tu que o escolheste. E eu, só tenho de o seguir.

June 2, 2011

não é impossível

Mudaste para ver se eu mudava por ti? Onde é que isso tem alguma lógica?
Sabes perfeitamente (ou pelo menos devias) que eu faço qualquer coisa por ti, que dou o que tiver de dar. Sabes que preciso da tua companhia e preciso que te lembres que estou cá, que me deves alguma coisa, nem que sejam poucos minutos de atenção. Não preciso que mudes comigo para eu mudar também, não quero que me dês a tua pessoa de volta só para eu te dar o que queres. Não é justo, e sabes porquê? Porque sabes que o que mais quero é que voltes a ser a mesma pessoa que antes eras, mas não faz sentido que isso aconteça só para depois te poder dar o que queres. É um acordo injusto, eu disse-te. Porque pedes-me algo que não quero em troca do que mais quero no mundo, isso é o mesmo de tocares no meu ponto fraco, só para que eu ceda.
Tens de ter noção que há coisas que não se substituem, nem podem ser trocadas por outras.
Não compliques muito, peço-te. Mas também te peço para não te esqueceres que continuo a querer que voltes a ser quem eras. Sinto, cegamente, a falta desses momentos, e o meu coração arde por saber que tarda a chegar.