Avô ♥

remember

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March 10, 2012

silêncio esclarecedor

Era um rapaz da cidade, contudo, habituara-se rapidamente à vida do campo. Não durante todo o ano, somente nas férias grandes. Alto, moreno e sempre descontraído. Causava furor em qualquer sítio que passasse, devido ao seu intenso sentido de humor, e quem não reparasse nele, decerto que não estaria ali. Um só sorriso seu dava para iluminar um rosto tímido que se mantinha sereno ao canto do salão. Nunca trocaram uma palavra, ainda assim, era como se se conhecessem. E assim foi durante curtas semanas. Não se arrependeram - confessaram dias depois -, visto que, após trocarem os primeiros pares de palavras, foi como se não precisassem de muitos rodeios para se entenderem. E talvez tenha sido isso que tornou aquela relação tão especial.

February 23, 2012

mar desinquieto

quando tropeçamos numa onda, temos de ser fortes o suficiente para nos levantarmos, tirarmos a água dos olhos e esperar pela próxima onda. podemos mergulhar com a certeza de que conseguimos levantar-nos, ou podemos deixar-nos ir pela maré e ficar no fundo do mar, sem reação e, consequentemente, sem força para regressar à superfície. o regresso ao cimo pode ser doloroso, provavelmente muitas ondas nos vão empurrar para cada vez mais longe da costa, mas se não depositarmos a nossa coragem no nosso corpo, ele não vai responder aos pensamentos silenciosos que nos invadem naquele momento. já passaram muitas ondas por cima de mim e chocaram comigo de forma inacreditável, foi como se tivesse levado chapadas da vida. mas isso fez-me acordar e ter noção de que nada na vida se conquista por caminhos fáceis. o mais fácil é nem sequer entrar no mar quando este aparenta estar sedento de sugar alguém, mas se nunca colocarmos o nosso pé lá dentro, nunca sabemos qual é a experiência de mergulhar e tocar com as pontas dos pés na areia quando, em pé, não chegamos ao fundo. não saberemos o que é engolir alguns decilitros de água e nos engasgar-mos. não saberemos o que é duvidar se vamos voltar para cima, ou se vamos deixar que o mar nos engula. todos estes mergulhos servem para nos esfriar a cabeça e tornar-nos, de certa forma, imparciais. só aos trambolhões é que acabamos por entender o que é a vida. e que ela também nos pode engolir a qualquer momento.
(a Maria está a fazer um Giveaway,
e as regras de patricipação são bastante fáceis,
participem, vale a pena!)

February 2, 2012

dói mas eu estou aqui

Anda amor, vamos caminhar.
O caminho, aos teus olhos, está escuro, eu bem sei, e o teu coração vazio, eu mal o oiço bater. Sei que o teu andar está cansado, triste, e a tua mente viaja longe daqui. Sei que metade nem vais ouvir, mas eu escrevo-te para ficar gravado e, quando quiseres, vires cá ler.
A dor que eu sinto desde dois mil e oito não é a mesma que tu sentes agora, eu sei disso, mas é por isso que eu quero estar ao teu lado, para te ouvir falar, para ouvir as tuas palavras roucas e cheias de tristeza por dentro. Se for para me dizeres que estás horrivelmente mal, diz-me, por favor, mas não me peças para não te perguntar como estás, se eu preciso de saber qual é a resposta... Dizer-te isto não está a fazer muito sentido, confesso, mas percebe... É uma fase complicada para ti, dura também, e eu já me sinto mal o suficiente por não poder estar aí a abraçar-te e a dizer que a dor vai passar mais tarde ou mais cedo, amor. Não poder encostar-te ao meu peito e dizer-te que estou sempre contigo. Isso dói também, mesmo que não se compare. Tu queres ser tanto a força que aí permanece, mas eu não posso deixar que anules os teus sentimentos para que alguém conforte o resto da família. Tu também estás a sofrer e tens de o mostrar, não é por isso que és menos forte.
Anda, vamos voltar para trás, está a ficar escuro.
Amo-te.

January 27, 2012

evoluir

a felicidade corria-me nas veias, como quem respira. era tão fácil ser feliz, tão fácil sorrir sem esforços. aos poucos tornou-se tudo numa confusão de momentos, em problemas existenciais e em momentos de tensão. sempre procurei contornar as dificuldades, nunca evitando-as. mas sem dar conta, a felicidade tão espontânea tornou-se num sacrifício. acordar todos os dias de sorriso no rosto, era já uma farsa à qual eu não conseguia fugir. e rir-me de qualquer coisa já era um aparte na minha vida. a concentração desapareceu e a única sensação que tinha era de estar a ser abandonada.e era verdade. cada vez mais sozinha, cada vez mais abalada. agora não quero sequer pensar no porquê de não teres sido sincero nessa altura. não duvido que o nosso cérebro pare de trabalhar sempre que pensamos que estamos a perder alguém. são momentos dolorosos em que sentimos a distância de alguém que nos era tão próximo, com o qual partilhávamos imensas coisas. onde experiências sem igual foram feitas. situações e sentimentos incomparáveis. e hoje...hoje resta-me a constante luta contra todas estas memórias que dificilmente partirão do meu cérebro e do meu coração. luta contra a dor no coração quando a sua presença se faz sentir. mas também a luta para não dialogar, sendo tempo perdido. eu sei que hoje sou eu que sofro com isto, mas quando tu te sentires sozinho e com falta da nossa amizade, eu aí estarei bem. estarei, e não sou ruim por isso.

January 20, 2012

I give up

não sei, talvez nem deva fazê-lo, mas sinto o meu coração a gritar por um texto sobre tudo isto. pensava que proferir o teu nome era fácil, era natural como chamar alguém que está comigo todos os dias. mesmo depois de todo o tempo que fico sem te ouvir. dois monossílabos utilizaste tu e parece que nem sequer ouvi a tua voz. enquanto eu, senti que utilizei ameaças nas minhas palavras. nada meu, não é? mas desde que tudo se foi, eu deixei de ser quem era, por isso esta atitude era algo de esperar. o que me surpreende é que sejas pior do que eu conheci durante todos os meses que partilhámos experiências, caraterísticas e até amor de amigos. ou se eras quem foste, não sei que fizeste a esta nova pessoa que te tornaste, talvez só para mim, de modo a conseguires impor-te perante a minha pessoa; algo estúpido, adianto já. e se tu achas que tenho problemas mentais por sentir falta de uma das pessoas que mais adorava na minha vida, então deixa-me dizer-te que não tens o coração saudável. se algum dia pensei na hipótese de estar de braços abertos aquando da tua chegada, depois de te aperceberes do erro enorme que cometeste em teres terminado com a nossa amizade, hoje sei que esses mesmos braços estarão cruzados, para me proteger da tua presença. detesto-a, já. e o teu nome... deixou de ser bonito de dizer.

January 17, 2012

parte

desculpa escrever-te novamente, mas sabes? sinto-me a fraquejar. que aconteceu hoje para te sentires assim? hoje, perguntas tu? então e os outros dias todos?oh... estou tão transtornada. eu sinto a falta de lhe falar, de o adorar, de sorrir sendo ele o motivo. eu sei que sentes, mas tu sabes que nada podes fazer em relação a isso. só esquecer. é, eu sei, mas sabes o que é? vê-lo deambular faz-me ativar o meu cérebro, faz-me relembrar tudo num minuto. e eu já não sei como fazer renascer o meu coração para que ele siga em frente, por completo, para que esta parte do meu puzzle não esteja em falta. vou ser-te muito sincera, e quero que escutes tudo com atenção; mas não te ofendas. tu, ao início, sentis-te somente raiva por ele. sentias ódio porque ele te estava a acusar e a julgar por coisas que não mereciam tal atitude e a tua revolta nasceu naturalmente. com o passar do tempo deixaste de sentir raiva e ódio para sentires saudades. saudades essas que também são naturais, não fosses tu humana. mas depois das saudades, veio ter contigo a ideia de querer perceber tudo, perceber tudo o que, na altura em que tudo se desenrolou, não quiseste saber, não quiseste sequer ligar. e a verdade é que tu erraste aí. erraste por não pedires justificações plausíveis, seguindo com ódio guardado no teu coração. tu erras quando lhe mandas mensagens a dizer que sentes falta dele e que o queres de volta. primeiro, porque isso é mostrares a tua parte fraca. segundo, porque ele já não quer saber disso. achas mesmo? se acho? oh, tu acreditas mesmo que ele é boa pessoa. mas olha... poderá ser, mas não para pertencer à tua vida. se ele fosse assim boa pessoa, não te teria deixado de falar pelos motivos que foram, pelo menos os que conheces. e quereres entender tudo, está dentro dos teus direitos, mas para que te vais martirizar com algo que já passou? não passou. no meu coração não passou. se assim o fosse, eu não estaria neste estado, e tu sabes que eu posso gostar muito das pessoas e fazer qualquer coisa por elas, mas não me recordo de me ter deixado abalar tanto como me abalei com a partida dele. e é isso que mais me custa, ele era a peça que me completava e eu agora estou incompleta. eu sei, mas tu tens de lutar sempre contra isso. lutar por ti. por muito que sintas a falta dele como se sentisses falta do ar que respiras. ele tem de ser muito menos que isso. tem de ser zero na tua vida. e eu sei que vais conseguir.
para mim.

January 12, 2012

indecisão

eu escrevi-te. escrevi-te do lugar onde me sentava contigo. escrevi-te abstraída do mundo e sempre com o olho para cima a ver se te via sair. escrevia-te com carinho, com saudade. sabes que são os sentimentos que mais me invadem. era uma carta enorme. mas eu escrevi. e sabes uma coisa? não sei se te devo dar, porque o mais provável é deitares fora sem ler. não sei se realmente a leres me darás alguma resposta. não sei. talvez a rasgues como eu fiz quando a escrevi. sim, eu escrevi mais de um milhar de palavras para depois, com raiva, a rasgar em dois pedaços. incrível os extremos a que chego: adorar-te e no segundo a seguir odiar-te por me teres abandonado. afinal porque é que ainda me dignei a perder trinta minutos da minha vida a escrever-te? eu devia era falar-te! agarrar no teu braço e dizer-te: precisamos de falar! sim, é isso. mas como disse na carta, talvez seja o meu maior defeito não te conseguir enfrentar. talvez porque vou começar a sentir tremores pelo corpo todo e porque não devo dizer nada do que, na realidade, pretendo.mas eu queria tanto falar-te. queria ouvir a tua voz, queria sentir o teu abraço. só isso... queria que, ao virar as costas para ir embora, tu chamasses pelo meu nome e dissesses: eu também senti e sinto saudades tuas. mas o melhor é estarmos assim. o melhor é dizermos adeus um ao outro. até nunca, como já te disse. e, embora isso me custasse a vida, eu aceitaria, porque ouvia da tua boca. porque antes dessa frase de despedida, me terias explicado tudo. será que tinhas mesmo? ou quando eu tivesse começado a falar já me estavas a virar as costas? oh... esquece.

January 9, 2012

cobardia

O facto de me teres deixado sem sinal teu durante meses, fez-me prever que nunca iria ter uma explicação da tua parte. A verdade é que, ao ver-te no mesmo lugar que eu ao fim deste tempo todo, fez o meu coração palpitar como da primeira vez em que notei a tua presença, naquela noite de verão. E a verdade é que eu voltei àquela curiosidade de chegar perto de ti e conhecer-te. Era como se quisesse fazer tudo de novo. Sim, é isso, recomeçar-mos. Conseguias? Querias? Oh, sabes, eu fiquei magoada por teres tomado a atitude de nem me falar, mesmo passando ao meu lado e tendo a certeza de que era eu. E a verdade é que eu fui cobarde ao dirigir o meu olhar para o chão quando senti o teu corpo passar ao lado do meu. Eu tive medo de te confrontar. É isso. E agora... Agora a tua imagem cruza a minha mente quando eu menos espero e eu sinto-me arrependida. Eu devia ter-te dirigido a palavra para não continuares a fugir. E a verdade é que isso agora de nada serve. Apesar de eu saber que tu também foste cobarde ao não me dares uma explicação e depois veres-me e não me falares. Somos os dois. Deixa lá, eu sei viver com isso. Espero que guardes um peso enorme na tua consciência por teres agido como agiste comigo.

December 28, 2011

eu estou cá

é estranho eu ter esta sensação dentro de mim, é como se estivesse a reviver tudo o que passei à dois anos. no entanto, a situação não é diretamente comigo. mas a pessoa é a mesma. a situação idêntica, o resultado igual e os pedidos também. e, na verdade, o meu coração só pede sossego e coragem para acalentar a minha princesa, porque ela sente-se realmente triste e vazia. e o meu coração dói, dói muito, como se estivesse a levar pancadas incalculáveis, onde grita pelo enorme desespero que o envolve. a vida é ruim. oh se é... e eu perdi um pouco da minha capacidade para apreciar a vida nos seus momentos bons. mas o que eu quero agora mesmo é poder assegurar-me de que não cais, amor, que não cais lá no fundo como já o fizeste. não quero que reconheças esse caminho para a escuridão. não podes e eu não vou deixar! bom, e como tu não estás sozinha, a minha annie também precisa do mesmo apoio. precisa de sentir que não está sozinha e que eu, jamais, conseguiria abandoná-la. sabem, meus amores? eu vou estar sempre aqui, mesmo que a queda seja grande, eu vou servir de colchão nos confins do chão que vos tocar. eu não vou deixar que se percam e que, com isso, eu me perca com vocês. a vida tem tanto para nos mostrar e nós não vamos fechar-lhes olhos. amo-vos, e olhem, vão ficar bem!

recordar para esquecer

Dou valor àquela expressão que diz que depois de tanta dor, acabamos por nos rir do tanto que sofremos. Não direi que isso acontece comigo neste momento, mas tenho a plena consciência de que perdi tanto tempo a chorar por ti, pela falta que a nossa amizade me fazia. E é injusto. É injusto eu ter ido tão ao fundo por tua causa e, provavelmente, nem uma noite tu choraste por sentires a minha falta. Quando me disseste uma vez que não tinha sido eu a mudar, mas sim tu, e que quando mudaste levaste o meu lado errado contigo... eu simplesmente quis gritar de alívio por saber que a minha consciência estava tranquila, mas ainda mais por tu teres tido coragem e coração para admitires que tinhas errado e que não me devias ter deixado de parte. Tiveste a atitude correta mas, ainda assim, voltaste a repetir a maldade e, dessa vez, já não estavas errado - a teu ver - e eu é que já estava a exigir demasiado. Não, eu não estava. E embora tu pensasses isso, eu continuei sempre com a consciência tranquila, porque só te pedia algo que já tivera feito parte de nós: companhia, alento, carinho e bem estar. Tu começaste a faltar com isso e eu apercebi-me; ao pedir-te para voltares a ser quem eras estava a pedir-te algo a que tinha direito, não poderia exagerar... Mas se continuares com essa opinião, olha, tu é que sabes. Não digo que durmo descansada porque sei que não errei, porque as minhas noites têm sido em branco, e quando dou por os meus olhos fecharem, já é amanhecer. Mas confesso que o meu coração se sente mais descansado por saber que não cometi nenhum erro ao pedir-te, de volta, aquilo que antes me davas sem eu ter, sequer, de pedir. É injusto ver as voltas que tudo isto deu, mas sabes? É assim a vida. E eu sou só mais uma pessoa nas mãos dela. E as saudades que sentia de ti já não fazem qualquer sentido, as saudades dos tempos passados, e até das simples idas à patinagem. Oh que bons momentos... Mas bom, nem deveria ter gasto estes largos minutos a escrever para ti. É tempo perdido. E sim, chorar por ti, mesmo depois de todas as coisas boas que me deste, é tempo perdido. Perdido, gasto e triste. E a tristeza é algo que me está a abandonar, aos poucos. Tudo graças à força que depositei em mim mesma. Coisa que tu deixaste de fazer por mim à muito tempo.

December 16, 2011

breathe slow

cada dia a mais que tenho, mais sinto o meu sistema nervoso posto à prova. digo a mim mesma para resistir à tristeza, para resistir também à saudade e a toda uma mágoa que me envolve, mas há sempre almas, ou momentos, que me fazem cair novamente. que força poderosa têm eles para me arrasarem desta maneira? é quase impossível eu combater contra forças tão convictas e seguras de si, quando o meu problema é sentir-me segura na minha pele.
tu não fazes ideia do quanto este dia foi desgastante para mim. mas poderás afirmar que é, em parte, por culpa minha. é, eu admito. eu fico porque quero, apesar de hoje a minha presença naquele lugar ter sido imposta. quando me apercebi da dimensão do acontecimento, congelei por dentro. não sentia nada que viesse de ti, só um frio do teu olhar. contudo, esse frio aqueceu com o decorrer do tempo e eu senti-me mais confortável ao estar ali, no mesmo espaço que tu, sem podermos fugir. eu gostava que assim fosse, mas sem toda a gente que ali estava. gostava de poder conversar contigo. outra vez, sim. a dado momento do jogo, lançaste um "desculpa" a um colega teu, e a primeira coisa que saiu da minha boca, instintivamente, foi: quem me dera que utilizasses essa palavra comigo. e é tão verdade, diogo. oh, que soa tão estranho eu dizer o teu nome. eu gostava muito que me pedisses desculpa. tal como eu tive coragem e coração para o fazer. é uma palavra complexa, mas é sincera, é necessária. tudo mudaria. mas eu sou a única a pensar assim, não é? olha, lembra-te... um dia voltarás. e sabes? estiveste muito bem no jogo.

December 14, 2011

30.

o meu esforço para não te escrever tem sido enorme, tenho conseguido a distância que, sem saber, pedi, somente para me sentir melhor comigo mesma. o tempo passa, é verdade. corre e eu também, para não perder nada. contudo... olha Ty, contudo, tem-me sido difícil este distanciamento. no início dos recados o objetivo era aproximar-me de ti no meu interior, era poder dizer-te tudo o que queria sem ser chata ou sem te incomodar; não pedia que tal acontecesse também na realidade precisamente por não querer ser um fardo para ti... ainda assim, consegui aproximar-me de ti e falava-te diariamente, sem medos. hoje o medo apodera-se de mim e eu perco a coragem de te falar, as palavras fogem e... olha, o recado de hoje tem exatamente o mesmo objetivo: encontrar-me contigo à janela, contemplar a lua e ter a tua presença só mais uma vez. eu não me quero perder, tu sabes bem disso. não quero afundar o meu coração sem razões. mas tenho-me perdido muito por entre as encruzilhadas da vida. atravesso caminhos nada fáceis e que me exigem demasiado. mas tu dizes-me sempre para não desistir e eu acabo por não o fazer; não sei se por mim, se por ti. de facto, fiquei meio desnorteada depois da nova ocupação do teu coração. não é necessário repetir que fico contentíssima por ambos. mas se conheces a minha alma, sabes que ela se iria magoar um pedaço, porque o seu amigo coração raramente se mantém de pé à primeira. já viste que este meu músculo demorou quase dois anos e meio a esquecer-te? a tentar, pelo menos... é verdade, dois anos e meio. sabes que foste o meu grande amor e que esse não se arranca assim do peito... Vou guardar-te sempre em mim, mas esta página tem mesmo de se convencer a virar de uma vez. rabisquei-a tanto... e sofri também. perdoa-me estas confissões, Ty e tu também, princesa. eu gosto muito de ti, nunca te percas, por favor.

December 12, 2011

stronger than ever

as memórias atacam-me como se eu nunca tivesse criado alguma proteção para que não me magoasse. todos os meus esforços parecem ser em vão e ainda desvalorizados. o cansaço impõe-se e eu desisto de procurar soluções para isto. há certos momentos em que não preciso de procurar incessantemente uma resposta, quando ela aparece de rompante.
o meu mundo está tão escuro e exausto que também tem perdido as suas forças. contudo, e contra todas as expetativas, continuarei sem desistir, porque só assim conseguirei alcançar o que tanto quero e espero. e nos confins do meu ser oiço: não desistas, luta ; que me dá ainda mais força para seguir.

December 9, 2011

viajem longa

o meu coração terá sempre um pequeno lugar para ti. mais tarde irás agarrá-lo, mesmo que agora isso seja impossível na tua mente... não fechaste o teu coração para mim, é impossível que o tenhas feito. tu fechaste a porta, mas não a trancaste. não irei forçar a entrada porque ganhei a consciência de que tu, no dia em que agarrares o teu pedaço do meu coração, vais abrir-me o teu com as tuas próprias mãos. rancor da minha parte não vai existir, mas esquecimento também não!
não me esqueço do mal que encarnaste só para me pôr fora da tua vida; e se reestabelecermos o contacto mais tarde, lembrar-te-ei do que fizeste de mal, de errado. mas sabes o que vai acontecer agora? vou seguir. Vou andar porque a minha viagem não pára e eu também não. vou deixar tudo de lado, tudo referente a ti. a minha vida não depende da tua presença, e tu, por enquanto, não pretendes voltar a fazer parte dela, e é por isso mesmo que sigo viagem. já sinto os meus pés a caminhar, embora vagarosamente. a viagem é longa, mas eu aguento.

December 4, 2011

espera

não me digas para procurar o amor, não me peças para andar por aí atarantada a ver quem é a pessoa ideal para mim. eu nunca fui boa a procurar, mas sim a encontrar estando desprevenida. é tão melhor assim, não é? eu não quero andar a procurar alguém para que essa pessoa sirva de borracha para apagar amores anteriores. não é saudável para mim nem para a pessoa que encontrar. sou bastante paciente, por isso é que não procuro, porque sei que há-de chegar algum dia, sem eu contar. não me digas que eu preciso de partir, que preciso de novas sensações. eu estou tão bem assim. não estás. não me canso disto. não me canso de viver desta forma, mesmo que por vezes magoe pelo facto de estar tão agarrada ao que já foi e já não volta. mas foi assim que aprendi a viver e a lidar com as coisas. não me faças mudar. tu já mudaste. eu vou continuar sem procurar porque, embora esteja assim há dois anos, sei que é porque o próximo tempo será melhor. e agora diz-me, há melhor espera do que esta? não, tens razão.
para mim.

December 2, 2011

tempo que não passa

oh, sabes? continuo com uma tempestade dentro de mim tão forte, tão forte. e eu tenho a plena consciência de que ela ainda demora a passar, mesmo que eu tenha pedido para ser breve. as palavras estão tão transparentes que eu não consigo identificá-las, acreditas? e o meu discurso tornou-se turvo aos meus olhos, já não sei bem que rumo é que isto está a levar. só sei que sinto o meu físico cansado até ao músculo mais pequeno e ele pouco se move, senão nas vezes necessárias. estou a fazer sentido? na minha cabeça não, nenhum. aliás, ela tem andado diariamente à roda, e muda de sentido num ápice. que dor. apoia-me as mãos, elas estão tão gélidas, o que não é costume. tudo em mim está a mudar e tu sabes que eu e as mudanças somos inimigas, e por muito que eu tente adaptar-me a elas, elas teimam em fazer-me triste. e sabes? o meu mundo lá fora não me tem esperado com grandes sorrisos, e eu pouco tenho tido vontade de proferir um conjunto de palavras para as minhas pessoas. é injusto, não é? mas sabes, há momentos em que me sinto assim, sem paciência. também não posso estar sempre bem, verdade? nem falar sempre, até mesmo quando não me apetece.. mas depois podem não compreender, e então eu fecho-me em copas. olha, agora vou deixar-te descansar, tu precisas.
para mim.

December 1, 2011

não te percas

não quero que te percas... não quero que caias sem conseguir descolar o teu corpo gélido do chão. não posso deixar que percas o teu rumo, que não saibas mais o caminho para casa. não quero que andes perdida nas ruas, somente no teu mundo e que esqueças os outros. não quero que deixes de pensar em ti, de lutar por ti e de te dar valor. não podes deixar a tua essência desaparecer com o frio deste inverno. não podes imaginar os teus dias a chorar, a apertar-te contra o peluche que guardas na cama e a esconder a tua face pequena debaixo dos cobertores. não podes esquecer o teu dia-a-dia, as pessoas para quem vives. não percas a tua opinião, não vivas à base dos outros. não deixes de tratar de ti. não deixes de lutar pelos teus objetivos, não percas o alcance das tuas metas, não vires o teu mundo ao contrário. olha, esquece as pessoas que se quiseram perder no mundo alheio ao teu, essas pessoas não eram bem vindas. nunca tires os pés do chão, mesmo que custe manteres o teu corpo em pé. não deixes que a tua alma morra, não a deixes ir. não adormeças em nenhum lugar longe daqui, onde saberás que ninguém te encontrará. fica sempre por perto, não vás. não te percas.
para mim.

November 26, 2011

viagem de ida

há uma coisa que te quero dizer antes da despedida, embora seja um adeus só meu, onde tu não fazes ideia de que o vou fazer. desculpa ser assim, depois de ter conseguido que me prometesses que nunca me ias abandonar. eu não o vou fazer, simplesmente vou de viagem sem tempo contado; por enquanto compro só o bilhete de ida. mas eu prometo-te que é um adeus temporário, até porque tu sabes que eu não consigo estar longe de ti muito tempo. esta viagem já devia ter sido feita à muito tempo, principalmente porque tinha evitado muitas tristezas, mas decidi sempre adiá-la para evitar também a tristeza de te deixar. magoa-me muito este sentimento por ti, já não é um sentimento que me preenche de felicidade, e o engraçado é que eu lembro-me de ter escrito alguma coisa parecida há um ano atrás. como tu sabes eu tenho vindo a tentar tirar-te do meu coração desde setembro de dois mil e nove, e ambos sabemos que é muito tempo e que já devia ter partido. mas tu conheces-me, e eu sou apaixonada pelas coisas e pelas pessoas, muito apaixonada, e por isso não consegui desapaixonar-me de ti com o passar do tempo. mas como todas as tentativas têm sempre este momento, eu julguei já ter esquecido, julgava já não te amar como sempre amei, mas enganei-me redondamente a partir do momento em que senti o meu coração palpitar ferozmente quando te sentia, de novo, mais perto do meu coração. tu conquista-lo sem te aperceberes; nunca outro coração conseguiu prender o meu como o teu conseguiu. e digo "conseguiu" porque já não consegue mais, pelo menos por vontade própria. o teu coração age inconscientemente e o meu oh, esse abraça todo o conforto vindo de ti. eu sei, eu sei que deveria ser racional o suficiente para não levar tudo com tanto coração como levo, mas tu sabes que eu sou assim: primeiro o coração e depois a razão. - Mas assim magoas-te mais. eu sei que me dirias isso e tens toda a razão do mundo. mas olha, ainda vou a tempo de aprender! e a minha força é maior que tudo, por isso peço-te que nunca desistas da nossa amizade, essa vale ouro dentro de mim. eu não estou a desistir dela com esta viagem, simplesmente vou dar-lhe um espacinho, tal como já comecei com o Ty. eu sei que me vais entender, que me vais perdoar por esta, tão repentina, decisão. escolhi Macau como destino, tu sabes que eu adoro aquilo! espero voltar com mais força e com mais garra para lutar por esta amizade, nunca te esqueças de mim. um beijinho.

November 24, 2011

"Desculpa ♥"

bom, desculpa eu. desculpa, talvez, a minha mudança em alguns pares de horas. desculpa ter sido fria, ao início. tu sabes que te sou sincera e será esse o meu principal ponto neste texto. na verdade, eu já não estava habituada a este tipo de situações, pelo menos desde o início do ano. já não sabia o que era conversar com a pessoa que estava com o b. não deves entender, mas eu sei que vais ver o meu lado. não é que me custe, aliás, eu pensei até que ele já não era o meu amor, ou melhor, pensei que já o tivera esquecido como sendo o dono do meu coração, até porque a experiência que tive no verão deveria tê-lo comprovado. contudo, agora dou-me conta de que não foi assim tão simples. a verdade é que eu não consigo expulsá-lo do meu coração, nem que ele me magoe, o que não tem sido o caso. sabes o que é, pequena? eu simplesmente acho que nunca vou conseguir tirar isto de mim, nunca conseguirei dizer "olha, esqueci-o", porque já tenho vindo a tentar há tanto tempo e tudo tem sido sem efeito. acredita, isto não é para te estragar a felicidade nem para te entregar, de novo, ao escuro. até porque espero sinceramente que se tenham acendido todas as luzes possíveis para que nunca te sintas perdida ou sozinha. mas eu precisava de te abrir o meu coração e dizer que, embora só te queira ver feliz, custou-me saber que te deram a hipótese de ele estar a gostar de ti. oh, tu sabes, tu sabes que eu não te quero mal, tu sabes que o que mais quero é ajudar-te a estar bem, até porque como te tenho vindo a dizer, tu mereces ser feliz! muito mesmo. mas tu consegues perceber-me, não consegues? o meu coração ardeu um bocadinho. mas olha, garanto-te: isto passa. e só quero que te concentres em ti e nessas possibilidades. luta. luta muito. porque é isso que é a tua vida: lutares por ti e pelas coisas que queres conquistar. eu estarei cá a ajudar-te nessa conquista, prometo. e ajudar-te-ei em tudo o que precisares! agora, Vive, vive bem e feliz. eu estou contigo!

27.

até conseguir, não escreverei mais para ti, Ty. voltei a cair no mesmo sítio, ou melhor, acho que nunca me consegui levantar disto. o meu problema encontra-se em não te conseguir tirar deste coração tão apaixonado, e olha, não posso continuar assim! desculpa ter de me afastar, mas eu já aprendi a pensar em mim primeiro que tudo, e será esse o meu objetivo. quando me sentir preparada para voltar a escrever para ti sem sentir o amor que sinto, eu volto. mas agora deixa-me ir, deixa-me descansar sozinha no barco, a maré puxa-me para me encontrar.