talvez eu precise de um coração. um assim rejuvenescido, quentinho - menos que o meu -, sem cicatrizes a atormentá-lo e sem pequenos grandes apertos que o sufocam lentamente, até não ter mais sangue para bombear. sim, preciso de um coração assim, oh, bem novo e uma alma fresca, acabadinha de criar. talvez essa mudança me traga uma leveza inexplicável e me faça ver o mundo com uns olhos menos sofredores que os meus. quem sabe se não muda tudo em mim com essas pequenas modificações? quem sabe se as coisas não se facilitam um pouco que seja? na verdade eu só quero uma tranquilidade que possa descrever como a melhor sensação do mundo; uma tranquilidade com sabor a chocolate. só preciso de expulsar todas as coisas más que me atormentam para conseguir seguir em frente, mas também deixar para trás as coisas boas que já vivi porque, essas, só me trarão mais dificuldades a olhar para o presente e imaginar o futuro. quero sempre tão pouco - nada mais que o essencial - e tenho mais do que peço, mas sempre num mau sentido. oh, eu detesto confusões, gritos, discussões e mal entendidos. detesto ter perdido o meu melhor amigo e sentir falta dele todos os dias da minha vida. detesto mais olhar para ele e ter uma vontade tremenda de o abraçar durante um minuto para me sentir protegida, feliz. detesto lembrar-me que só ele me compreendia em algumas coisas, e que ele estava lá para mim. mas a coisa que mais detesto é estar a escrever para o abstrato e ter a capacidade de falar nele, em qualquer que seja o contexto.
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February 14, 2012
February 12, 2012
eu lembro-me sempre

estou constantemente a ouvir as pessoas dizerem para esquecermos as coisas más que as pessoas que nos deixaram nos fizeram passar, e para guardarmos somente as coisas boas. eu sou boa a lembrar-me do bom, sou boa a guardar todos esses momentos com carinho. mas também tenho um baú para as coisas menos boas. e olha, contigo, eu guardo uma mão cheia dos dois. talvez mais boas, porque foi mais o tempo que me proporcionaste bons momentos do que maus. mas os maus foram tão intensos que,às vezes, superam os bons. mas hoje estou aqui a lembrar-me dos bons. não por querer, mas foi espontâneo, e nada como aproveitar estas pequenas frações de segundos. lembro-me tão bem da primeira vez que te vi, eras um miúdo, tinhas mesmo esse ar. hoje estás com uma cara mais de homem. sorriste para a Rosa e eu disse à Sara: olha ali, que bonito! tenho de perguntar à Rosa quem é. e nem foi preciso grandes coisas porque, ao fim do dia, já tinha uma mensagem tua. fizeste um jogo engraçado para tentar adivinhar quem eras, mas oh, destacaste-te no primeiro dia de aulas, portanto, só podias ser tu. a nossa amizade era linda e crescia diariamente. também me lembro de teres feito aquela flor improvisada com o embrulho do chocolate e o papel de celofane do pão do teu almoço. um improviso que eu quis guardar e tu disseste: estás doida? isso está cheio de gordura! e eu ri-me e comecei a limpar. Agora já não está.- disse-te. guardei. claro que sim. andei ainda uma semana com aquilo na mala para recordar a simpatia em me dares uma flor daquelas. lembro-me de te ir ver à natação e de, no final, receber sempre um beijinho na testa e um abraço. Bom treino! - dizia-te sempre, e olha, tinhas sempre uma boa prestação. e quando me sorrias lá de baixo da água? eu ficava a sorrir "sozinha" e as pessoas que estavam nas bancadas ficavam a olhar para mim... e as vezes que fomos à patinagem, foram tão divertidas! eu não fazia metade do que tu fazias, e ficava mais tempo a ver-te fazer malabarismos do que propriamente a andar. e quando saímos de lá uma vez e estava a chover torrencialmente e tu ainda foste comer um gelado. És louco, dii, está super frio!, mas tu nunca me ouvias. e muitos mais foram os bons momentos que passei do teu lado e que um dia gostava de relembrar sentada do teu lado. no meio da multidão, ainda és o primeiro que vejo, e ainda te adoro, mesmo que tenha motivos para te odiar.
February 8, 2012
não me peçam
é, eu nunca pensei deixar de demonstrar os meus sentimentos, porque sempre fui de dizer se estava realmente triste ou verdadeiramente contente. agora... agora deixo que descubram, que saibam ver nos meus olhos, ou nas minhas palavras. já não sei dizer à priori que não, não estou bem, está tudo errado, e tudo mais. simplesmente digo que estou bem. "sim, estou" e sorrio. não engano, não. só quis deixar de lado a parvoíce de dizer sempre que não estou bem. isso não é preciso. quem me conhece saberá sem eu dizer e sem me questionarem. no fundo, eu sou transparente, tal como a água. e tal como a água corre consideravelmente, as lágrimas salgadas que transbordam dos meus olhos meio rasgados também o fazem. em silêncio. ou agora deixou de o ser. já nem a noite nem o dia me acodem. a minha vida baseia-se, basicamente, em quatro pessoas, e oh, coincidência que uma delas já não mais partilha nada comigo; a outra é o ex amor, que pouco me profere palavras. e as duas outras almas são as minhas meninas, que passam ambas pela mesma dor, uma mais recente que a outra. como fico eu no meio disto? mal. tal como elas. desamparada, porque as noites são frias e transportam o gelo para os meus dias. parece congelar o meu coração. a minha alma tão pequenina.e a única coisa que continuo a pedir, é tranquilidade. só isso.
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January 27, 2012
evoluir
a felicidade corria-me nas veias, como quem respira. era tão fácil ser feliz, tão fácil sorrir sem esforços. aos poucos tornou-se tudo numa confusão de momentos, em problemas existenciais e em momentos de tensão. sempre procurei contornar as dificuldades, nunca evitando-as. mas sem dar conta, a felicidade tão espontânea tornou-se num sacrifício. acordar todos os dias de sorriso no rosto, era já uma farsa à qual eu não conseguia fugir. e rir-me de qualquer coisa já era um aparte na minha vida. a concentração desapareceu e a única sensação que tinha era de estar a ser abandonada.e era verdade. cada vez mais sozinha, cada vez mais abalada. agora não quero sequer pensar no porquê de não teres sido sincero nessa altura. não duvido que o nosso cérebro pare de trabalhar sempre que pensamos que estamos a perder alguém. são momentos dolorosos em que sentimos a distância de alguém que nos era tão próximo, com o qual partilhávamos imensas coisas. onde experiências sem igual foram feitas. situações e sentimentos incomparáveis. e hoje...hoje resta-me a constante luta contra todas estas memórias que dificilmente partirão do meu cérebro e do meu coração. luta contra a dor no coração quando a sua presença se faz sentir. mas também a luta para não dialogar, sendo tempo perdido. eu sei que hoje sou eu que sofro com isto, mas quando tu te sentires sozinho e com falta da nossa amizade, eu aí estarei bem. estarei, e não sou ruim por isso.
January 24, 2012
para quê
um dia disseste-me que nunca deixaríamos esta amizade tombar. que nunca nos íamos restringir a um simples "olá" ou a um acenar de mãos, ao longe. um dia prometeste-me ser sempre o mesmo comigo independentemente de tudo. e eu hoje perguntei-me: porque é que as pessoas fazem promessas sem terem o mínimo de respeito pela outra pessoa, e sem terem sequer a intenção de as cumprir? é bonito magoar os outros? é que essa é a única (estúpida) razão que encontro para isto. e eu só queria isso, só queria uma amizade para a eternidade, como ela merecia ter sido vivida. mas tu simplesmente foste estúpido, foste insensível. e a verdade é que ela não é culpada por tudo. tu também o és, e até mais que ela. por muito que quisesses agradar, tu conseguias gerir a nossa amizade com o teu namoro. e não me venhas com a história de que eu era chata, porque sempre fui a mesma desde o início. a tua atenção é que estava concentrada noutro lado e qualquer que fosse a minha conversa, a minha intervenção, já era mal encarada da tua parte.
foste ridículo... e magoaste-me muito.
e não, não estou bem, caso me perguntem.. eu não quero dizer que estou só para não ter perguntas a rondar-me. só quero estar sozinha.
January 20, 2012
I give up
não sei, talvez nem deva fazê-lo, mas sinto o meu coração a gritar por um texto sobre tudo isto. pensava que proferir o teu nome era fácil, era natural como chamar alguém que está comigo todos os dias. mesmo depois de todo o tempo que fico sem te ouvir. dois monossílabos utilizaste tu e parece que nem sequer ouvi a tua voz. enquanto eu, senti que utilizei ameaças nas minhas palavras. nada meu, não é? mas desde que tudo se foi, eu deixei de ser quem era, por isso esta atitude era algo de esperar. o que me surpreende é que sejas pior do que eu conheci durante todos os meses que partilhámos experiências, caraterísticas e até amor de amigos. ou se eras quem foste, não sei que fizeste a esta nova pessoa que te tornaste, talvez só para mim, de modo a conseguires impor-te perante a minha pessoa; algo estúpido, adianto já. e se tu achas que tenho problemas mentais por sentir falta de uma das pessoas que mais adorava na minha vida, então deixa-me dizer-te que não tens o coração saudável. se algum dia pensei na hipótese de estar de braços abertos aquando da tua chegada, depois de te aperceberes do erro enorme que cometeste em teres terminado com a nossa amizade, hoje sei que esses mesmos braços estarão cruzados, para me proteger da tua presença. detesto-a, já. e o teu nome... deixou de ser bonito de dizer.
January 19, 2012
you
desgastas-me. causas em mim um sentido de desorientação tal que, à noite, perco-me no meu sono. ganhei, diariamente, um nó na garganta causado pela tua frieza e ausência. perco as forças. penso. o meu coração pesa. mas sabes? é um coração incompleto. já to tinha dito, não já? oh... volta.
January 17, 2012
a sky full of lights
tinha ido espreitar a noite através da janela da cozinha. e a verdade é que, dois dias após a lua estar cheia, ela deixa de aparecer do lado da minha janela, mas de manhã, quando vou a caminho da escola, vejo-a ainda com alguma luz. sinto-me bem e solto um sorriso. mas como de noite ela não anda por aqui, contemplei com mais atenção as estrelas. a verdade é que o céu é tão escuro, mas quando está estrelado e consigo ver tudo na perfeição, ele torna-se magnífico e tão cintilante. aí eu sorri. sorri com satisfação e veio-me à imagem o texto que escrevi aqui em baixo. e a verdade é que eu tenho mesmo de mudar o meu coraçãozinho de modo a que ele não quebre tantas vezes. ao longo de todo o meu percurso vou sentir-me em baixo, e embora esta dor ultrapasse qualquer outra que eu já tenha sentido, eu tenho de saber pular por cima dela e seguir o caminho. se eu sou forte como me dizem, eu tenho de provar tal. e, quiçá, não sou mesmo?! oh céu estrelado, deste-me força para ganhar um brilho nos olhos e sorrir mesmo sem a companhia da lua, mesmo com o isolamento do b., e mesmo com a falta que o d. me faz. e sabes uma coisa? és lindo, céu, lindo.
parte
desculpa escrever-te novamente, mas sabes? sinto-me a fraquejar. que aconteceu hoje para te sentires assim? hoje, perguntas tu? então e os outros dias todos?oh... estou tão transtornada. eu sinto a falta de lhe falar, de o adorar, de sorrir sendo ele o motivo. eu sei que sentes, mas tu sabes que nada podes fazer em relação a isso. só esquecer. é, eu sei, mas sabes o que é? vê-lo deambular faz-me ativar o meu cérebro, faz-me relembrar tudo num minuto. e eu já não sei como fazer renascer o meu coração para que ele siga em frente, por completo, para que esta parte do meu puzzle não esteja em falta. vou ser-te muito sincera, e quero que escutes tudo com atenção; mas não te ofendas. tu, ao início, sentis-te somente raiva por ele. sentias ódio porque ele te estava a acusar e a julgar por coisas que não mereciam tal atitude e a tua revolta nasceu naturalmente. com o passar do tempo deixaste de sentir raiva e ódio para sentires saudades. saudades essas que também são naturais, não fosses tu humana. mas depois das saudades, veio ter contigo a ideia de querer perceber tudo, perceber tudo o que, na altura em que tudo se desenrolou, não quiseste saber, não quiseste sequer ligar. e a verdade é que tu erraste aí. erraste por não pedires justificações plausíveis, seguindo com ódio guardado no teu coração. tu erras quando lhe mandas mensagens a dizer que sentes falta dele e que o queres de volta. primeiro, porque isso é mostrares a tua parte fraca. segundo, porque ele já não quer saber disso. achas mesmo? se acho? oh, tu acreditas mesmo que ele é boa pessoa. mas olha... poderá ser, mas não para pertencer à tua vida. se ele fosse assim boa pessoa, não te teria deixado de falar pelos motivos que foram, pelo menos os que conheces. e quereres entender tudo, está dentro dos teus direitos, mas para que te vais martirizar com algo que já passou? não passou. no meu coração não passou. se assim o fosse, eu não estaria neste estado, e tu sabes que eu posso gostar muito das pessoas e fazer qualquer coisa por elas, mas não me recordo de me ter deixado abalar tanto como me abalei com a partida dele. e é isso que mais me custa, ele era a peça que me completava e eu agora estou incompleta. eu sei, mas tu tens de lutar sempre contra isso. lutar por ti. por muito que sintas a falta dele como se sentisses falta do ar que respiras. ele tem de ser muito menos que isso. tem de ser zero na tua vida. e eu sei que vais conseguir.
para mim.
January 16, 2012
fingir?
Parece que perdi a sabedoria da escrita, não é? não sei, porque dizes isso? oh, sabes, é que depois das palavras firmes que utilizei na última mensagem que escrevi, precisei de horas para sarar o meu coração. precisavas assim tanto? sim, eu precisava de colocar o meu coração numa gaveta nova, de o limpar e de o deixar apto a que a vida lhe venha fazer uma surpresa. e eu espero ansiosamente por essa visita, por essa mudança. ele tem-me falado tanto, tem-me dito que se tem sentido sozinho. e sabes o que lhe respondi? o quê? que também eu me sinto sozinha. mas que estou com ele, por isso estamos os dois sozinhos, mas juntos. isso é estranho. eu quero um novo rumo para mim, infelizmente estive muito tempo presa a algo, estive sempre a alimentar coisas que nunca mais seriam reais. e para quê magoar de tal forma o meu coração, quando ele ainda tem tanto para viver? e sobre o teu ex melhor amigo? também consegues seguir em frente, finalmente? oh, achas que sim? sinceramente eu acho que ainda não sofri o suficiente e ainda vou ter que sentir muitos apertos no coração para o conseguir esquecer. mas olha, porque é que o chamas de "ex melhor amigo"? eu não tenho outro... e embora ele já não seja o meu, oh, é um lugar que não saberei ocupar. tu não estás bem, mas queres convencer-te do contrário. queres lutar contra algo natural, e não sabes simplesmente como dar uma reviravolta à tua vida. tens de lutar mais, tens de seguir. imagina que ele ainda te lê, ele vai saber que ainda estás assim por sua causa. vai sentir-se bem por estar feliz e te ver nesse sofrimento estúpido. deixa todas as memórias que ainda te prendem a ele, irem. mas como, se eu não consigo? não são só as memórias que me prendem a ele, é também aquele olhar que ele me lança em segredo. é toda a amargura que me preenche que ainda me liga a ele. porque a causa é ele. para quê fingir? para quê? só quero sentir-me aliviada e livre de pensamentos. só.
para mim.
January 13, 2012
pois é
January 12, 2012
indecisão
eu escrevi-te. escrevi-te do lugar onde me sentava contigo. escrevi-te abstraída do mundo e sempre com o olho para cima a ver se te via sair. escrevia-te com carinho, com saudade. sabes que são os sentimentos que mais me invadem. era uma carta enorme. mas eu escrevi. e sabes uma coisa? não sei se te devo dar, porque o mais provável é deitares fora sem ler. não sei se realmente a leres me darás alguma resposta. não sei. talvez a rasgues como eu fiz quando a escrevi. sim, eu escrevi mais de um milhar de palavras para depois, com raiva, a rasgar em dois pedaços. incrível os extremos a que chego: adorar-te e no segundo a seguir odiar-te por me teres abandonado. afinal porque é que ainda me dignei a perder trinta minutos da minha vida a escrever-te? eu devia era falar-te! agarrar no teu braço e dizer-te: precisamos de falar! sim, é isso. mas como disse na carta, talvez seja o meu maior defeito não te conseguir enfrentar. talvez porque vou começar a sentir tremores pelo corpo todo e porque não devo dizer nada do que, na realidade, pretendo.mas eu queria tanto falar-te. queria ouvir a tua voz, queria sentir o teu abraço. só isso... queria que, ao virar as costas para ir embora, tu chamasses pelo meu nome e dissesses: eu também senti e sinto saudades tuas. mas o melhor é estarmos assim. o melhor é dizermos adeus um ao outro. até nunca, como já te disse. e, embora isso me custasse a vida, eu aceitaria, porque ouvia da tua boca. porque antes dessa frase de despedida, me terias explicado tudo. será que tinhas mesmo? ou quando eu tivesse começado a falar já me estavas a virar as costas? oh... esquece.
January 7, 2012
sonhos a mais
Tinha chegado a casa com os meus pais. Observei-te ao longe, mas não quis importar-me com isso. Até que senti o teu corpo a movimentar-se para o lugar onde eu estava e vi-te com o objetivo de me falares; não entendi o porquê mas deixei-me estar. Como já tivera acontecido de outras vezes, vieste-me pedir desculpa por tudo. Para além disso, ofereceste-me um presente. No fundo do meu ser, eu estava contente por aquele momento e pela tua atitude, mas não sabia o que fazer e pensar. Guardei o teu presente como quem guarda a vida.
Vou contar-te um segredo: mesmo que tenhamos terminado a nossa amizade, eu também te comprei um presente, só para não sentir tanto a tua ausência. E é estranho eu ter tomado essa atitude se tu nunca o irias receber. A verdade é que, com tudo isto, eu fiquei confusa e não sabia que atitude tomar. Passaram-se alguns dias, até que vejo textos dirigidos a mim no teu blog e recebo várias mensagens da tua parte a solicitar-me para conversas, para que resolvêssemos tudo. Dizias que não importava se ela não iria gostar do retorno da nossa amizade, mas que sentias a minha falta. E eu também, muita. Chegou um dia em que me encontrei na mesma sala que tu e trazia comigo o teu presente. Quando te vi, chamei pelo teu nome e dei-to. Tu recebeste com um sorriso enorme na cara. Era um livro que eu sabia que gostavas e uma carta com imensas palavras só para ti. Depois de abrires cheio de curiosidade e vontade, vi-te deambular até mim, com uma convicção que eu nunca tivera visto. Deste-me um forte abraço e eu... oh, eu senti-me completa novamente. Mas sabes? Isto tudo não passou de outro sonho que ocupou mais uma das minhas noites.
January 4, 2012

e já passou um ano que estás envolvido nessa bolha que te afastou da realidade. e a verdade é que há um ano as coisas eram desiguais. estavas no início dessa relação e ainda permanecias ao meu lado, ainda eras a pessoa que eu conhecia. com o passar de dois meses mudaste completa e totalmente a tua postura, e olha, hoje é o que se vê. provavelmente repetirei algumas palavras, mas é que elas fazem tanto sentido na minha cabeça... sem ti eu perdi mesmo o rumo. é como se temesse tudo o que vem daqui para a frente. como se temesse que, a cada passada que o meu corpo dá, o chão trema e me diga: volta para trás. é estúpido eu ter tanto medo do desconhecido, é verdade. e nunca antes o saboreei. mas agora parece o meu prato do dia. parece que nada me invade mais senão o medo de andar para a frente. e olha, o meu trilho por vezes é escuro, mas eu consigo sempre atear um pequeno fósforo para que me acompanhe, sem que tenha tempo para me sentir sozinha, vazia. embora seja assim que me sinta. e olha, as palavras terminaram.
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December 28, 2011
recordar para esquecer
Dou valor àquela expressão que diz que depois de tanta dor, acabamos por nos rir do tanto que sofremos. Não direi que isso acontece comigo neste momento, mas tenho a plena consciência de que perdi tanto tempo a chorar por ti, pela falta que a nossa amizade me fazia. E é injusto. É injusto eu ter ido tão ao fundo por tua causa e, provavelmente, nem uma noite tu choraste por sentires a minha falta. Quando me disseste uma vez que não tinha sido eu a mudar, mas sim tu, e que quando mudaste levaste o meu lado errado contigo... eu simplesmente quis gritar de alívio por saber que a minha consciência estava tranquila, mas ainda mais por tu teres tido coragem e coração para admitires que tinhas errado e que não me devias ter deixado de parte. Tiveste a atitude correta mas, ainda assim, voltaste a repetir a maldade e, dessa vez, já não estavas errado - a teu ver - e eu é que já estava a exigir demasiado. Não, eu não estava. E embora tu pensasses isso, eu continuei sempre com a consciência tranquila, porque só te pedia algo que já tivera feito parte de nós: companhia, alento, carinho e bem estar. Tu começaste a faltar com isso e eu apercebi-me; ao pedir-te para voltares a ser quem eras estava a pedir-te algo a que tinha direito, não poderia exagerar... Mas se continuares com essa opinião, olha, tu é que sabes. Não digo que durmo descansada porque sei que não errei, porque as minhas noites têm sido em branco, e quando dou por os meus olhos fecharem, já é amanhecer. Mas confesso que o meu coração se sente mais descansado por saber que não cometi nenhum erro ao pedir-te, de volta, aquilo que antes me davas sem eu ter, sequer, de pedir. É injusto ver as voltas que tudo isto deu, mas sabes? É assim a vida. E eu sou só mais uma pessoa nas mãos dela. E as saudades que sentia de ti já não fazem qualquer sentido, as saudades dos tempos passados, e até das simples idas à patinagem. Oh que bons momentos... Mas bom, nem deveria ter gasto estes largos minutos a escrever para ti. É tempo perdido. E sim, chorar por ti, mesmo depois de todas as coisas boas que me deste, é tempo perdido. Perdido, gasto e triste. E a tristeza é algo que me está a abandonar, aos poucos. Tudo graças à força que depositei em mim mesma. Coisa que tu deixaste de fazer por mim à muito tempo.
December 24, 2011
preciso de expulsar
as lágrimas já lhe escorriam pela cara há uns largos minutos. era inevitável essa transparência perante o escuro e o silêncio. embora não fosse uma pessoa de máscaras, naquele momento poderia demonstrar realmente o seu estado de espírito. as noites são frias e aquele corpo já se habituou ao repentino gelar dos seus membros, enquanto está apaticamente sentada no mesmo banco, ao luar, esperando por um novo acontecimento. provavelmente esse não irá chegar, porque não está assim previsto. a espera não a cansa. nunca o fez. esteve, desde sempre, habituada a esperar. esperar por um começo, por um intervalo, por um fim... esperar sem cansar.talvez este se tenha tornado no seu lema de vida..
o tempo parece cada vez mais custar a passar, até porque a sua rotina não mudou, e teima em continuar assim. a sua alma ainda se sente inquieta e solitária, e não há meio de voltar atrás.
quando conhece uma pessoa e ela lhe dá motivos para confiar e gostar, então essa pessoa jamais será esquecida. talvez seja o seu maior erro, mas é assim que o seu coração está habituado a lidar. o pior é quando o seu coração é abandonado pelas pessoas que achava que estariam sempre do seu lado. essa dor é terrível, consome-lhe o coração e deixa-o entregue a grandes e profundas mazelas. algumas delas são mais fáceis de curar do que outras, mas estão habituadas a serem todas curadas com o tempo. contudo, e contra tudo o que é o habitual, até hoje, só uma pessoa ainda consome o coração desta jovem, que a enche de constantes apertos no coração e com uma falta enorme de ser abraçada. as lágrimas não se contêm, e ela sente-se obrigada a render-se à tristeza, à solidão. há simplesmente situações que são difíceis de ultrapassar, e ninguém a pode obrigar a levar esses momentos com leveza.
como todas as noites pede..esta jovem só quer paz, quer reencontrar a tranquilidade que está perdida à meses, e que não é descodificada, mesmo com o passar dos tempos e com o alargamento dos horizontes. some things never change.
embora as lágrimas já tenham cessado, a dor é constante. a força tem sido pouca, a vontade acompanha-a, e esta jovem pouco consegue interferir naquele que é o seu futuro. quem a conhece, sabe que vive muito para os outros. um erro mas, como sabem, é um erro perdoável. talvez um dia algumas coisas mudem.
December 20, 2011
desaparecer
deixei-me levar em demasia por aqueles simples copos, até ao ponto de sentir o meu físico totalmente dormente. a sensação era nova, fresca; contudo, estranha. foi demais, de facto. e isso levou ao meu estado lastimável onde, no meio de tanta alegria, transportei a minha tristeza cá para fora, de onde escorriam lágrimas sem fim dos meus olhos achinesados, e de onde soltava pequenos gemidos de dor. a dor que me envolve diariamente o peito, o coração. a dor de te ter perdido e de ter consciência que não mereces este meu estado, nem num dia que era suposto ser de festa. a realidade é que influencias o meu estado de espírito mesmo que eu esteja todos os dias a lutar contra isso. só espero poder contar com uma mudança nas minhas noites, porque ver-te presente durante todo o meu sono dá comigo em doida e o descanso é quase nulo. tens de deixar de preencher a minha mente. ah, e já agora se conseguires... a minha vida também.
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December 17, 2011
December 16, 2011
breathe slow
cada dia a mais que tenho, mais sinto o meu sistema nervoso posto à prova. digo a mim mesma para resistir à tristeza, para resistir também à saudade e a toda uma mágoa que me envolve, mas há sempre almas, ou momentos, que me fazem cair novamente. que força poderosa têm eles para me arrasarem desta maneira? é quase impossível eu combater contra forças tão convictas e seguras de si, quando o meu problema é sentir-me segura na minha pele.
tu não fazes ideia do quanto este dia foi desgastante para mim. mas poderás afirmar que é, em parte, por culpa minha. é, eu admito. eu fico porque quero, apesar de hoje a minha presença naquele lugar ter sido imposta. quando me apercebi da dimensão do acontecimento, congelei por dentro. não sentia nada que viesse de ti, só um frio do teu olhar. contudo, esse frio aqueceu com o decorrer do tempo e eu senti-me mais confortável ao estar ali, no mesmo espaço que tu, sem podermos fugir. eu gostava que assim fosse, mas sem toda a gente que ali estava. gostava de poder conversar contigo. outra vez, sim. a dado momento do jogo, lançaste um "desculpa" a um colega teu, e a primeira coisa que saiu da minha boca, instintivamente, foi: quem me dera que utilizasses essa palavra comigo. e é tão verdade, diogo. oh, que soa tão estranho eu dizer o teu nome. eu gostava muito que me pedisses desculpa. tal como eu tive coragem e coração para o fazer. é uma palavra complexa, mas é sincera, é necessária. tudo mudaria. mas eu sou a única a pensar assim, não é? olha, lembra-te... um dia voltarás. e sabes? estiveste muito bem no jogo.
December 15, 2011
sentes?

já se tornou hábito eu começar a escrever e apagar, para depois retomar a escrita, tudo em prol do respeito que tenho por ti. talvez me tenha excedido um pouco em relação a alguns posts anteriores relativamente a ti, mas tu bem sabes o quanto eu preciso de expulsar tudo cá de dentro. se não sabes, devias. são demasiadas as vezes em que penso, enquanto estou sozinha, ou até mesmo quando passas por mim, se sentes a minha falta ou se, neste tempo, alguma vez sentiste. pela expressão que carregas no rosto cada vez que te vejo, suponho que a resposta seja não. no entanto, gostava de saber por ti, em vez de me guiar pelas minhas suposições. mas sabes? ao mesmo tempo, eu tenho receio. receio porque sei que não engoles o teu orgulho e, com isso, não serás sincero se te perguntar se já sentiste saudades minhas ao longo deste tempo. para além disso, receio bastante que voltes a usar brutalidade nas tuas palavras. receio que me digas novamente que morri para ti. sabes uma coisa? eu morri quando me deixaste. e hoje ainda tento arranjar forma de sobreviver sem ti. é difícil!
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