Passaram umas semanas desde a última vez que Eva e Mariana falaram. Como difíceis e orgulhosas que eram, foram evitando a tão inevitável conversa. Até que, durante uma manhã, Mariana recebeu uma mensagem de Rodrigo a combinar um jantar fora para essa mesma noite. E quando as horas passaram fugazmente, Mariana estava pronta para sair, mas a campainha toca. Era Eva.
- Mary... - diz-lhe, hesitante.
- Eu ia mesmo agora sair, falamos noutra altura.
- Não vale a pena saíres por esta porta. O Rodrigo combinou isto para eu e tu nos encontrarmos. Acha que temos de conversar, e eu confesso que acho o mesmo.
- O quê? Estás doida, o Rodrigo não me fazia isso, ele sabe que esta situação me deixa desconfortável... - diz Mariana, ainda sem acreditar nas palavras da sua amiga.
- Mary, acredita em mim, ele combinou esta situação. Não dificultes, eu estou a pôr o meu orgulho de lado, e tu sabes que eu sou bastante complicada neste tipo de situações. Mas eu não posso nem quero continuar assim contigo, somos como irmãs, és a minha única família.
Mariana estava reticente mas, no seu interior, estava já a soltar as lágrimas reveladoras das saudades que sentia da sua melhor amiga. Com isto, abraça-a e diz:
- Tenho o melhor namorado do mundo. E para completar, a melhor amiga também. Vocês também são a minha família, que mais poderia pedir senão ter quem me ame? O que nos faz tão especiais é sermos teimosas até uma de nós ceder. Desculpa-me, minha querida. Prometo fazer de tudo para isto não voltar a acontecer.
- Pinky swear? - e solta um risinho.
- Pinky swear!

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