Avô ♥

remember

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February 18, 2012

It happens #II

Passaram umas semanas desde a última vez que Eva e Mariana falaram. Como difíceis e orgulhosas que eram, foram evitando a tão inevitável conversa. Até que, durante uma manhã, Mariana recebeu uma mensagem de Rodrigo a combinar um jantar fora para essa mesma noite. E quando as horas passaram fugazmente, Mariana estava pronta para sair, mas a campainha toca. Era Eva.
- Mary... - diz-lhe, hesitante.
- Eu ia mesmo agora sair, falamos noutra altura.
- Não vale a pena saíres por esta porta. O Rodrigo combinou isto para eu e tu nos encontrarmos. Acha que temos de conversar, e eu confesso que acho o mesmo.
- O quê? Estás doida, o Rodrigo não me fazia isso, ele sabe que esta situação me deixa desconfortável... - diz Mariana, ainda sem acreditar nas palavras da sua amiga.
- Mary, acredita em mim, ele combinou esta situação. Não dificultes, eu estou a pôr o meu orgulho de lado, e tu sabes que eu sou bastante complicada neste tipo de situações. Mas eu não posso nem quero continuar assim contigo, somos como irmãs, és a minha única família.
Mariana estava reticente mas, no seu interior, estava já a soltar as lágrimas reveladoras das saudades que sentia da sua melhor amiga. Com isto, abraça-a e diz:
- Tenho o melhor namorado do mundo. E para completar, a melhor amiga também. Vocês também são a minha família, que mais poderia pedir senão ter quem me ame? O que nos faz tão especiais é sermos teimosas até uma de nós ceder. Desculpa-me, minha querida. Prometo fazer de tudo para isto não voltar a acontecer.
- Pinky swear? - e solta um risinho.
- Pinky swear!
first here: #I

January 22, 2012

It happens #I

Conheciam-se como a palma das suas mãos. E já haviam mantido uma relação de amizade durante anos, desde o secundário mas que, pela altura do liceu, se revelou ser mais do que isso, e deu lugar a um amor. Grande. Era como se mantivessem a amizade acima de tudo, mas uniam aquele amor incondicional, com poucos obstáculos - o que não o tornava menos verdadeiro - mas com imensa força. Já partilhavam a mesma casa há cerca de dois anos, ambos com trabalho efetivo e sem preocupações extra.
Mariana nunca deixou que esta fase da sua vida tivesse alguma influência em amizades que sempre mantivera com os colegas de escola, e o seu namorado, Rodrigo, mantinha a mesma postura. Contudo, ultimamente, Mariana andava com uma crise com a sua designada melhor amiga desde sempre. Algo que a abalava seriamente e que a transformava por completo! Rodrigo nunca deixava de a apoiar. Certo dia, a jovem chega a casa, depois de uma tarde árdua no emprego, completamente desgastada, e recosta-se no seu cadeirão, perto da janela, depois de aquecer uma caneca de café - a sua bebida quente favorita -, e coloca umas melodias melancólicas a percorrer a sala. Rodrigo chegava agora do seu trabalho, e encontra Mary já a descansar, com um ar visivelmente abatido. Suavemente, Rodrigo aproxima-se dela, sussurrando ao seu ouvido pequenas palavras, ao que Mariana responde com um sorriso.
- Já chegaste, meu amor. - diz ela.
- Sim, e já reparei que precisas de mim. Conta-me, docinho, o que aconteceu para te encontrar assim?
- Não queiras acreditar... as coisas com a Eva complicaram-se bastante e eu estou de rastos. Tu sabes que quando isto acontece, tudo se complica.
- Eu sei, sim, mas onde é que está a minha futura mulher cheia de força, hm? - Com isto, Rodrigo recorre às cócegas para libertar um sorriso daquele rosto maravilhoso de Mariana.
- Oh, essa mulher parece desaparecer tantas vezes quantas as que eu receio que o faça.
- Mas isso não pode acontecer. Tu és sempre forte, só encontras dificuldades em expressar toda essa força quando é necessário.
Rodrigo levanta-se e coloca Mariana às suas cavalitas.
- Vamos, meu amor, vamos descansar. Teres este peso todo em cima de ti não te vai ajudar se não tentares aliviar um pouco as coisas.
Com isto, o pedacinho de céu de Mariana, deita-se juntamente com ela, e abraça-a carinhosamente, para que ela nunca se sinta abandonada no mundo frio em que vivem.
- Obrigada, pedacinho de céu, tu és maravilhoso. Um abraço teu parece aliviar toda a pressão que está exercida, neste momento, sobre o meu corpo. Anda cá, anda. Vamos aconchegar-nos.
E, simultaneamente, dizem:
- O amanhã será melhor.
história fictícia, sem continuação.