Avô ♥

remember

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March 26, 2012

I told you!

eu já não sou boa para ficar bem durante muito tempo. e, incrivelmente, dez horas conseguem mudar-me sem dificuldade. não faço ideia que sentimento se instalou em mim que não me permite ser feliz. pelo menos a longo prazo. e eu estou cansada de isso acontecer. estou... mas não posso desistir. e talvez, no fundo, não queira, porque a felicidade não é alcançada sem esforço, e eu não fui feita de cedências patéticas. e é por isso que continuarei esta longa caminhada. esta difícil e dolorosa caminhada.

February 23, 2012

mar desinquieto

quando tropeçamos numa onda, temos de ser fortes o suficiente para nos levantarmos, tirarmos a água dos olhos e esperar pela próxima onda. podemos mergulhar com a certeza de que conseguimos levantar-nos, ou podemos deixar-nos ir pela maré e ficar no fundo do mar, sem reação e, consequentemente, sem força para regressar à superfície. o regresso ao cimo pode ser doloroso, provavelmente muitas ondas nos vão empurrar para cada vez mais longe da costa, mas se não depositarmos a nossa coragem no nosso corpo, ele não vai responder aos pensamentos silenciosos que nos invadem naquele momento. já passaram muitas ondas por cima de mim e chocaram comigo de forma inacreditável, foi como se tivesse levado chapadas da vida. mas isso fez-me acordar e ter noção de que nada na vida se conquista por caminhos fáceis. o mais fácil é nem sequer entrar no mar quando este aparenta estar sedento de sugar alguém, mas se nunca colocarmos o nosso pé lá dentro, nunca sabemos qual é a experiência de mergulhar e tocar com as pontas dos pés na areia quando, em pé, não chegamos ao fundo. não saberemos o que é engolir alguns decilitros de água e nos engasgar-mos. não saberemos o que é duvidar se vamos voltar para cima, ou se vamos deixar que o mar nos engula. todos estes mergulhos servem para nos esfriar a cabeça e tornar-nos, de certa forma, imparciais. só aos trambolhões é que acabamos por entender o que é a vida. e que ela também nos pode engolir a qualquer momento.
(a Maria está a fazer um Giveaway,
e as regras de patricipação são bastante fáceis,
participem, vale a pena!)

February 14, 2012

mudar e detestar

talvez eu precise de um coração. um assim rejuvenescido, quentinho - menos que o meu -, sem cicatrizes a atormentá-lo e sem pequenos grandes apertos que o sufocam lentamente, até não ter mais sangue para bombear. sim, preciso de um coração assim, oh, bem novo e uma alma fresca, acabadinha de criar. talvez essa mudança me traga uma leveza inexplicável e me faça ver o mundo com uns olhos menos sofredores que os meus. quem sabe se não muda tudo em mim com essas pequenas modificações? quem sabe se as coisas não se facilitam um pouco que seja? na verdade eu só quero uma tranquilidade que possa descrever como a melhor sensação do mundo; uma tranquilidade com sabor a chocolate. só preciso de expulsar todas as coisas más que me atormentam para conseguir seguir em frente, mas também deixar para trás as coisas boas que já vivi porque, essas, só me trarão mais dificuldades a olhar para o presente e imaginar o futuro. quero sempre tão pouco - nada mais que o essencial - e tenho mais do que peço, mas sempre num mau sentido. oh, eu detesto confusões, gritos, discussões e mal entendidos. detesto ter perdido o meu melhor amigo e sentir falta dele todos os dias da minha vida. detesto mais olhar para ele e ter uma vontade tremenda de o abraçar durante um minuto para me sentir protegida, feliz. detesto lembrar-me que só ele me compreendia em algumas coisas, e que ele estava lá para mim. mas a coisa que mais detesto é estar a escrever para o abstrato e ter a capacidade de falar nele, em qualquer que seja o contexto.

February 8, 2012

não me peçam

é, eu nunca pensei deixar de demonstrar os meus sentimentos, porque sempre fui de dizer se estava realmente triste ou verdadeiramente contente. agora... agora deixo que descubram, que saibam ver nos meus olhos, ou nas minhas palavras. já não sei dizer à priori que não, não estou bem, está tudo errado, e tudo mais. simplesmente digo que estou bem. "sim, estou" e sorrio. não engano, não. só quis deixar de lado a parvoíce de dizer sempre que não estou bem. isso não é preciso. quem me conhece saberá sem eu dizer e sem me questionarem. no fundo, eu sou transparente, tal como a água. e tal como a água corre consideravelmente, as lágrimas salgadas que transbordam dos meus olhos meio rasgados também o fazem. em silêncio. ou agora deixou de o ser. já nem a noite nem o dia me acodem. a minha vida baseia-se, basicamente, em quatro pessoas, e oh, coincidência que uma delas já não mais partilha nada comigo; a outra é o ex amor, que pouco me profere palavras. e as duas outras almas são as minhas meninas, que passam ambas pela mesma dor, uma mais recente que a outra. como fico eu no meio disto? mal. tal como elas. desamparada, porque as noites são frias e transportam o gelo para os meus dias. parece congelar o meu coração. a minha alma tão pequenina.e a única coisa que continuo a pedir, é tranquilidade. só isso.

January 22, 2012

dou por mim muitas vezes a pensar como é que será a vida depois de eu morrer. será que as pessoas de quem eu gosto vão sofrer com a perda? será que se vão lembrar de mim quando falarem em fotografias, em escrita, no mar, em gatos (...) ? será que vão ter saudades de me abraçar? será que vão chorar quando for o meu dia de aniversário? eu quero ser enterrada, será que as pessoas se vão dirigir até ao cemitério quando estiverem nostálgicas numa tarde chuvosa?
what a stupid thinking.

January 12, 2012

indecisão

eu escrevi-te. escrevi-te do lugar onde me sentava contigo. escrevi-te abstraída do mundo e sempre com o olho para cima a ver se te via sair. escrevia-te com carinho, com saudade. sabes que são os sentimentos que mais me invadem. era uma carta enorme. mas eu escrevi. e sabes uma coisa? não sei se te devo dar, porque o mais provável é deitares fora sem ler. não sei se realmente a leres me darás alguma resposta. não sei. talvez a rasgues como eu fiz quando a escrevi. sim, eu escrevi mais de um milhar de palavras para depois, com raiva, a rasgar em dois pedaços. incrível os extremos a que chego: adorar-te e no segundo a seguir odiar-te por me teres abandonado. afinal porque é que ainda me dignei a perder trinta minutos da minha vida a escrever-te? eu devia era falar-te! agarrar no teu braço e dizer-te: precisamos de falar! sim, é isso. mas como disse na carta, talvez seja o meu maior defeito não te conseguir enfrentar. talvez porque vou começar a sentir tremores pelo corpo todo e porque não devo dizer nada do que, na realidade, pretendo.mas eu queria tanto falar-te. queria ouvir a tua voz, queria sentir o teu abraço. só isso... queria que, ao virar as costas para ir embora, tu chamasses pelo meu nome e dissesses: eu também senti e sinto saudades tuas. mas o melhor é estarmos assim. o melhor é dizermos adeus um ao outro. até nunca, como já te disse. e, embora isso me custasse a vida, eu aceitaria, porque ouvia da tua boca. porque antes dessa frase de despedida, me terias explicado tudo. será que tinhas mesmo? ou quando eu tivesse começado a falar já me estavas a virar as costas? oh... esquece.

January 11, 2012

i feel

(direitos de autor!)
sinto-te tão distante. e sentir isso custa. a distância é terrível, e eu já não sei lidar com nada. só te peço para não te perderes. e que nessa caminhada que estejas a percorrer, nunca te esqueças que tens pessoas que te amam e que tu nem sempre lhes dás todo o valor merecido.

January 7, 2012

sonhos a mais

Tinha chegado a casa com os meus pais. Observei-te ao longe, mas não quis importar-me com isso. Até que senti o teu corpo a movimentar-se para o lugar onde eu estava e vi-te com o objetivo de me falares; não entendi o porquê mas deixei-me estar. Como já tivera acontecido de outras vezes, vieste-me pedir desculpa por tudo. Para além disso, ofereceste-me um presente. No fundo do meu ser, eu estava contente por aquele momento e pela tua atitude, mas não sabia o que fazer e pensar. Guardei o teu presente como quem guarda a vida.
Vou contar-te um segredo: mesmo que tenhamos terminado a nossa amizade, eu também te comprei um presente, só para não sentir tanto a tua ausência. E é estranho eu ter tomado essa atitude se tu nunca o irias receber. A verdade é que, com tudo isto, eu fiquei confusa e não sabia que atitude tomar. Passaram-se alguns dias, até que vejo textos dirigidos a mim no teu blog e recebo várias mensagens da tua parte a solicitar-me para conversas, para que resolvêssemos tudo. Dizias que não importava se ela não iria gostar do retorno da nossa amizade, mas que sentias a minha falta. E eu também, muita. Chegou um dia em que me encontrei na mesma sala que tu e trazia comigo o teu presente. Quando te vi, chamei pelo teu nome e dei-to. Tu recebeste com um sorriso enorme na cara. Era um livro que eu sabia que gostavas e uma carta com imensas palavras só para ti. Depois de abrires cheio de curiosidade e vontade, vi-te deambular até mim, com uma convicção que eu nunca tivera visto. Deste-me um forte abraço e eu... oh, eu senti-me completa novamente. Mas sabes? Isto tudo não passou de outro sonho que ocupou mais uma das minhas noites.

January 4, 2012

e já passou um ano que estás envolvido nessa bolha que te afastou da realidade. e a verdade é que há um ano as coisas eram desiguais. estavas no início dessa relação e ainda permanecias ao meu lado, ainda eras a pessoa que eu conhecia. com o passar de dois meses mudaste completa e totalmente a tua postura, e olha, hoje é o que se vê. provavelmente repetirei algumas palavras, mas é que elas fazem tanto sentido na minha cabeça... sem ti eu perdi mesmo o rumo. é como se temesse tudo o que vem daqui para a frente. como se temesse que, a cada passada que o meu corpo dá, o chão trema e me diga: volta para trás. é estúpido eu ter tanto medo do desconhecido, é verdade. e nunca antes o saboreei. mas agora parece o meu prato do dia. parece que nada me invade mais senão o medo de andar para a frente. e olha, o meu trilho por vezes é escuro, mas eu consigo sempre atear um pequeno fósforo para que me acompanhe, sem que tenha tempo para me sentir sozinha, vazia. embora seja assim que me sinta. e olha, as palavras terminaram.

December 24, 2011

pessoas e memórias

confio piamente na ideia de que esta é uma altura de introspeção. ela acontece quando celebro mais um aniversário, mas a época natalícia e da mudança de ano dão um significado maior a esta necessidade de colocar tudo em cima da mesa e de ver o que passou. ora, eu preciso mesmo de mudar, preciso de largar muitas pessoas, muitas memórias que, pelos vistos, sou só eu que as guardo. e isso dói. dói ocupar a área do cérebro ocupada pela memória com pessoas que fizeram parte de mim, e que por muito longe que estejam, continuam a fazer. e dói quando essas pessoas nos abandonam e nós só conseguimos ficar agarrados a esses momentos passados que jamais serão presente novamente. contudo, e indo um pouco de encontro ao que escrevi no post anterior, o tempo ajuda, e muito. eu espero incessantemente por uma mudança radical na minha vida. espero sempre. e o que acontece é que, para qualquer lado que me vire, as frases que mais me invadem são, sem dúvida, que as pessoas mudam, as memórias não. quando alguém entra na nossa vida, ela muda para sempre. e é tudo tão verdade, e eu sinto isso agora com uma enorme força, e é difícil evitar um certo aperto que se encaixa no meu peito. um aperto que dói ao respirar, ao lembrar e ao pensar. as memórias magoam mais que qualquer outro sentimento. são poderosas. mas também nos cabe a nós fazê-las desvanecer, nem que seja por tempo determinado. o importante é resistir ao choro, quando esse é o mais certo. o importante é ser forte.
e eu sou... ou tento.

December 12, 2011

stronger than ever

as memórias atacam-me como se eu nunca tivesse criado alguma proteção para que não me magoasse. todos os meus esforços parecem ser em vão e ainda desvalorizados. o cansaço impõe-se e eu desisto de procurar soluções para isto. há certos momentos em que não preciso de procurar incessantemente uma resposta, quando ela aparece de rompante.
o meu mundo está tão escuro e exausto que também tem perdido as suas forças. contudo, e contra todas as expetativas, continuarei sem desistir, porque só assim conseguirei alcançar o que tanto quero e espero. e nos confins do meu ser oiço: não desistas, luta ; que me dá ainda mais força para seguir.

December 7, 2011

oh, claro, a fortaleza volta a cair. afinal para que é que eu construo estes muros durante noites a fio? porque é que não consigo dormir diariamente por estes problemas rondarem a minha cabeça? e até o meu coração...eu trabalho afincadamente, tudo para o meu próprio bem-estar. no fim, todos atiram a baixo a muralha que construí. fazem-no sem delicadeza alguma, qual preocupação comigo. só gostava de encontrar a tal tranquilidade que toda a gente fala que encontra quando vai descansar..é que eu não consigo sequer combinar encontro com ela, há já muito tempo e o que isso me tem prejudicado..gelo aqui há tanto tempo, gelo sozinha, desamparada não diria, mas a minha alma está. e o meu barco treme constantemente e eu temo cair no meio do oceano. oh tranquilidade, volta. e traz também o meu sorriso, por favor.

December 2, 2011

tempo que não passa

oh, sabes? continuo com uma tempestade dentro de mim tão forte, tão forte. e eu tenho a plena consciência de que ela ainda demora a passar, mesmo que eu tenha pedido para ser breve. as palavras estão tão transparentes que eu não consigo identificá-las, acreditas? e o meu discurso tornou-se turvo aos meus olhos, já não sei bem que rumo é que isto está a levar. só sei que sinto o meu físico cansado até ao músculo mais pequeno e ele pouco se move, senão nas vezes necessárias. estou a fazer sentido? na minha cabeça não, nenhum. aliás, ela tem andado diariamente à roda, e muda de sentido num ápice. que dor. apoia-me as mãos, elas estão tão gélidas, o que não é costume. tudo em mim está a mudar e tu sabes que eu e as mudanças somos inimigas, e por muito que eu tente adaptar-me a elas, elas teimam em fazer-me triste. e sabes? o meu mundo lá fora não me tem esperado com grandes sorrisos, e eu pouco tenho tido vontade de proferir um conjunto de palavras para as minhas pessoas. é injusto, não é? mas sabes, há momentos em que me sinto assim, sem paciência. também não posso estar sempre bem, verdade? nem falar sempre, até mesmo quando não me apetece.. mas depois podem não compreender, e então eu fecho-me em copas. olha, agora vou deixar-te descansar, tu precisas.
para mim.

November 26, 2011

viagem de ida

há uma coisa que te quero dizer antes da despedida, embora seja um adeus só meu, onde tu não fazes ideia de que o vou fazer. desculpa ser assim, depois de ter conseguido que me prometesses que nunca me ias abandonar. eu não o vou fazer, simplesmente vou de viagem sem tempo contado; por enquanto compro só o bilhete de ida. mas eu prometo-te que é um adeus temporário, até porque tu sabes que eu não consigo estar longe de ti muito tempo. esta viagem já devia ter sido feita à muito tempo, principalmente porque tinha evitado muitas tristezas, mas decidi sempre adiá-la para evitar também a tristeza de te deixar. magoa-me muito este sentimento por ti, já não é um sentimento que me preenche de felicidade, e o engraçado é que eu lembro-me de ter escrito alguma coisa parecida há um ano atrás. como tu sabes eu tenho vindo a tentar tirar-te do meu coração desde setembro de dois mil e nove, e ambos sabemos que é muito tempo e que já devia ter partido. mas tu conheces-me, e eu sou apaixonada pelas coisas e pelas pessoas, muito apaixonada, e por isso não consegui desapaixonar-me de ti com o passar do tempo. mas como todas as tentativas têm sempre este momento, eu julguei já ter esquecido, julgava já não te amar como sempre amei, mas enganei-me redondamente a partir do momento em que senti o meu coração palpitar ferozmente quando te sentia, de novo, mais perto do meu coração. tu conquista-lo sem te aperceberes; nunca outro coração conseguiu prender o meu como o teu conseguiu. e digo "conseguiu" porque já não consegue mais, pelo menos por vontade própria. o teu coração age inconscientemente e o meu oh, esse abraça todo o conforto vindo de ti. eu sei, eu sei que deveria ser racional o suficiente para não levar tudo com tanto coração como levo, mas tu sabes que eu sou assim: primeiro o coração e depois a razão. - Mas assim magoas-te mais. eu sei que me dirias isso e tens toda a razão do mundo. mas olha, ainda vou a tempo de aprender! e a minha força é maior que tudo, por isso peço-te que nunca desistas da nossa amizade, essa vale ouro dentro de mim. eu não estou a desistir dela com esta viagem, simplesmente vou dar-lhe um espacinho, tal como já comecei com o Ty. eu sei que me vais entender, que me vais perdoar por esta, tão repentina, decisão. escolhi Macau como destino, tu sabes que eu adoro aquilo! espero voltar com mais força e com mais garra para lutar por esta amizade, nunca te esqueças de mim. um beijinho.

November 25, 2011

found a reason

o caco continua. as noites mal dormidas, o medo, a confusão, a tristeza. olha, não podias simplesmente sair de mim? tenho sido forte, ou pelo menos demonstro cá para fora, mas e oh, o meu interior? esse tem-se retraído cada vez mais. já não sabe que almofada escolher para se deitar, já não sabe adormecer ou simplesmente dormir. já nenhuma música o acalma ou aconchega, já nenhuma palavra querida tem o impacto que antes tinha. tu já viste que me roubaste muitas coisas importantes com a tua partida? tens consciência que vai ser difícil de reparar algumas destas coisas que, no fundo, são essenciais na vida de qualquer pessoa? roubaste-me o meu sorriso sincero, o meu talento para amar um amigo, pelo menos tanto quanto ele merece. roubaste os meus momentos maravilhosos, muitos deles vividos contigo. tu estavas lá e isso bastava, mas agora tornaste-te numa aragem tão gelada que custa quando por ti passo. mas tu não vais sabê-lo. não vais conhecer esta minha fraqueza, pelo menos enquanto eu conseguir esconder. mas acredita, muito pouco deve faltar para eu me sentir estendida no chão, como se tivesse morrido por dentro.

November 18, 2011

23.

hoje o caminho está frio, está escuro. tenho medo. o nosso barco não está no cais, e com esta tempestade, tenho medo que se tenha perdido. Ty, estás tu com ele? vem cá ter, por favor, não me deixes sozinha neste mar tão feroz. eu estou bem, muito, mas estou preocupada, não quero nunca que isto se perca. escuta, fico de braços cruzados à tua espera, para proteger-me do frio que paira aqui nesta madeira. e olha, eu gosto tanto de ti! estamos sempre juntos.

November 15, 2011

21.

sabes, Ty, eu tive a sensação de que a minha proposta de subirmos ao monte te fez recuar um pouco. pedi demasiado? oh, tens de me dizer essas coisas. por isso é que também te pedi tal encontro, para que pudesses abrir-me esse teu coração e dizeres o que queres dizer. eu sei conhecer-te, sei ver quando estás bem ou não, mas às vezes restringes a leitura dos teus pensamentos à tua única pessoa e eu fico entre a tua mente e o escudo que está à volta.
descodifica-me esta dúvida, por favor, é que sinto um pequeno aperto cá dentro. e como não me deste uma resposta sobre o encontro lá no alto, eu temi que fugisses de mim outra vez, e curiosidade é ver que a lua também fugiu contigo. sabes, eu tenho tanto medo que um dia abandones o nosso barco. tenho medo que deixes de avistar a lua. receio tanto que me deixes sozinha, no oceano tão sombrio, a remar sozinha para que o barco não se afunde e a dar aconchego à lua para ela não se perder também. será que algum dia nos vais abandonar? hoje queria tanto a tua sincera resposta! podes ler-me? um beijo tão grande como a lua.

November 4, 2011

17.

oh Ty, depois de ter estado a falar para ti, com a companhia da lua, dás-me esta notícia má... eu disse-te à janela, mais ou menos isto: gosto tanto de ti. mas tu sabes que é um sentimento diferente. oh, tu sabes que eu estou tão contente por teres alguém do teu lado. eu tinha de virar a página, aquela estava tão escrita, tão rabiscada; ela precisava de ser virada, e já estava mais do que na altura. tu já devias estar cansado de a ler tantas vezes. de ser sempre o mesmo. mas eu consegui virar, e agora estou numa página nova. mas sabes que nunca me esqueço de ti. e o que mais desejava era ter-te ao meu lado todos os dias, poder abraçar-te sempre que me apetecesse e dizer-te "bom dia, bubu" com uma enorme satisfação por saber que estavas mesmo ali comigo. poder conversar contigo. oh, a tua companhia é tão importante... e olha, eu espero que nunca desistas de ser meu amigo. espero que esta amizade seja para durar, mas para durar mesmo, hm. e soltei um pequeno sorriso. mas continuei. espero poder contar sempre contigo. mas olha, tenho tantas saudades das nossas conversas enquanto éramos namorados, a cumplicidade era outra, tu sabes, tinha mais à-vontade para conversar do que agora. agora só tenho medo de te incomodar, e é só por isso que falo menos e não te conto a minha vida de trás para a frente. mas eu sei que não te cansas de mim. ou pelo menos acho. mas vá, gosto muito de ti, e gosto que sejas o meu bubu, o Ty e o b. aquele pedaço foi bom, mas agora despedaçaste-me ao dizeres que a Mya não soube cuidar de ti... espero que o teu coração esta noite descanse bem. e olha, gosto muito de ti. e sempre que quiseres, eu posso (tentar) cuidar de ti.

November 1, 2011

antes e agora II

e eu conto-te uma coisa: eu sonhei contigo, sonhei que tinha dito tudo o que tenho cá dentro para expulsar e que não tinhas dito nenhuma palavra, isso porque sabias que eu tinha razão. e olha, tu sabes que eu tenho. sabes que por muito que eu tenha exagerado em algumas atitudes, tu não és assim! porque é que te revelaste de uma forma tão rude? e sabes, o que me magoa mais é saber tão bem que tu, no fundo, no fundo, serias capaz de voltar atrás, mas oh, eu já perdi essa esperança, porque cada vez que te enfrento na escola, já só me apetece esconder debaixo de chão porque temo qualquer palavra dentro de ti. porque pensara conhecer-te, mas agora não és mais do que um desconhecido para mim. porque olha, tu também sabes bem que tentavas, tanto quanto eu, que a nossa amizade fosse superior a tudo. e houve um tempo em que me prometeste que nada ia mudar, que não deixavas que isso acontecesse. mas deixaste, e já to disse tantas vezes que deixaste porque querias, que, se quisesses mesmo, a nossa amizade tinha sobrevivido a esta catástrofe e quem sabe se hoje não estávamos a falar como melhores amigos que éramos? e já me alonguei, viste? o antes era tão bom, e o agora é tão mau, tão sem nada. e eu não consigo viver no meio de tanta gente e sentir-me ninguém, e mais, sentir que não tenho ninguém porque, no fundo, és só tu que faltas, és a peça que falta para eu recomeçar a minha vida a sorrir, como tu sempre quiseste que visse a vida. olha, eu tenho tantas saudades de te ver nadar, de fazer parte da tua vida. e eu sei que se tu leres isto, vais outra vez avisar-me de que não devia e que não queres que escreva mais sobre ti, mas volto a repetir que já não mandas nada, porque a tua opinião passou a ser zero, mesmo que dentro do meu coração, valha ouro. tu valias isso e muito mais para mim, e eu já estou a chorar só de me lembrar do aperto do teu abraço quando mais precisava. mas isto quando ainda não tinhas mudado. porque depois de isso acontecer, tu começaste a achar tudo o que vinha da minha parte um exagero, e olha, magoa-me tanto que assim penses. espero que mais tarde te sentes a lembrar que a nossa amizade era bonita, e nunca me vou esquecer de me sentir bem quando me contaste que a tua mãe ficou derretida com a nossa amizade, e eu confesso-te, eu fiquei derretida com ela. e com a nossa amizade. e agora eu não vou dizer que vou ultrapassar isto e que não vou deixar que esta dor me afete, porque não é assim tão fácil. eu vou deixar a dor magoar-me, não para me fazer sofrer de propósito, mas porque sei que tenho de deixar a dor passar por mim; só assim, mais tarde, serei feliz.

antes e agora I

eu disse que o meu coração ia explodir, e não sei se será a melhor altura para o fazer, mas ele já não aguenta mais tempo calado, como se tivesse cordas a acorrentá-lo e cola na boca para nenhuma palavra ser proferida. olha, sabes? eu perdi a minha concentração, ela está mesmo escassa; perdi o meu rumo, ele perdeu-se; perdi a minha mente, ela está totalmente vazia; perdi uma das razões mais importantes para sorrir, e agora o meu sorriso não se abre verdadeiramente; perdi pedaços do meu coração, ele está incompleto; as minhas mãos gelam quando penso no antes e quando penso no agora. o antes era tão bom, dava-me concentração, rumo, consciência, sorrisos, pulos do coração, ele completava-me. e tu pertencias a esse antes. o agora é tão perdido, tão empty; é escuro, é triste, não é esperançado, não me dá sorrisos, dá-me somente apertos no coração de tanto pavor ao mundo. e a este agora, tu não pertences. e olha, eu cansei-me de fazer como tu queres. porque tu já não mandas nada, e eu não tenho qualquer medo de ti. podes enfrentar-me logo de manhã à porta da escola, para me dares sermões, mas para que saibas, eles não vão servir de nada, só para me trazerem mais um dia mau, certamente. porque quando tu foste embora, a tempestade veio para ficar, e sabes, eu nunca senti isto. nunca senti como se tivesse perdido a outra parte de mim, nunca tinha experimentado tal sensação tão angustiante. e por muito que diga frequentemente para mim própria que isto vai mudar e que não me vou deixar abater pela tristeza, eu minto...só para teres consciência do meu estado, eu já minto a mim própria, e tu sabes que isso não me leva a lado nenhum, senão a mais uma mágoa para colecionar. e olha, a minha caderneta está esgotada, já não dá para mais. e eu sei tão bem que esta última mágoa foi a mais marcante de todas, e se eu já achava que tinha perdido muitas coisas importantes na minha vida, e que me magoaram muito, agora tenho a certeza que nunca tinha perdido algo tão essencial para mim, como tu eras. e eu canso-me de dizer isto, sozinha, à noite, quando estou no meu momento de reflexão. e mais, eu não posso ocupar mais esse momento a pensar em ti, a pensar como seria se conseguíssemos resolver as coisas.