Avô ♥

remember

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September 24, 2012

keep dreaming

Ela aprecia abraços. Gosta de roubar beijos discretamente. Tem um fascínio pela lua. Fica todas as noites um bom pedaço de tempo a pensar em toda a sua vida. Gosta de chocolate preto e rouba sempre as tabletes da cozinha. Dorme com um peluche. Tem muito amor e muita bondade no coração. Gosta de ouvir os batimentos cardíacos das pessoas. Gosta de adormecer no peito da pessoa com quem possa estar na altura. Tem muitos medos. Muitos complexos. Muitas inseguranças. Gosta que lhe dêem atenção sem ter que pedir. Gosta de conforto, mimos, sorrisos e palavras carinhosas. Queria que, um dia, alguém com quem tivesse estado sentisse a sua falta e sentisse falta da relação que tinham, lutando para a ter de volta. Gostava de seguir em frente. De deixar todas as memórias para trás. Gostava de recuperar pessoas. De não ter tanto amor guardado dentro de si. De não sofrer constantemente. De ser amada e experimentar as coisas boas da vida. De ter um amor para a vida. De ser feliz.

August 1, 2012

O coração bate sem oscilações.
O sorriso esconde-se.
O ser está cansado.
A garganta aperta e os músculos prendem.
A tristeza parece chegar.
O ser abre os olhos vagarosamente e começa a pensar em maneiras de impedir que todo o mal se apodere de si. Poucas são as forças, mas luta... Sem se cansar.
O dia nasce.
O sol brilha.
As nuvens fogem.
A alma está calma.
A tristeza parece desaparecer.

(Docinhos, não consigo responder-vos aos comentários por enquanto. E só tenho publicado pouco para não vos deixar sem notícias minhas. Assim que puder, respondo a tudo. Boas férias!)

July 20, 2012

O vazio voltou a mim e tal só me dá, mais uma vez, certezas de que não sou tão forte quanto pensam. Erros toda a gente os comete, às vezes dou por mim a pensar que, se calhar, podia ser menos pecadora, mas mesmo assim, não me excedo... agora, uma coisa é certa, tenho capacidade suficiente para admitir os meus erros e se há coisa que eu sei fazer é pedir desculpas! Mas depois penso: quem é que se preocupa? Com tanto orgulho que as pessoas possuem, o facto de eu saber pedir desculpas não me traz nenhuma vantagem, nem sequer faz com que as pessoas me perdoem. Mas eu... oh, eu estou sempre disposta a perdoar. Principalmente quando gosto de quem está comigo, quando quero manter essas pessoas por perto, dentro da minha vida. O mesmo parece não acontecer quando se trata de me perdoarem. Têm o dom de me fazer sentir culpada das coisas, de me fazer sentir fraca e sem valor. E embora eu saiba perfeitamente que valores é coisa que não me falta, deixo-me ser engolida por palavras tão ruins e que me matam por dentro. É, vão matando aos poucos... vou alimentando todas as ideias erradas que têm a meu respeito e quando dou por mim já é tarde para dizer "não me vais magoar". Já estou magoada. Já estou no chão. Já me sinto novamente sozinha e vazia. Já só consigo segurar o coração com uma mão, visto que a outra está cansada. O ar chega a sufocar-me a garganta e eu... eu não sei qual é o meu rumo.

July 17, 2012

Friday Morning I


Depois daquela manhã, o meu corpo trouxe consigo todo o aroma patente no teu. O tempo urgia, mas a verdade é que me senti suspensa na vida, no momento em que me oferecias todas aquelas sensações até então desconhecidas. E agora, enquanto os ponteiros do relógio continuam a girar, dou por mim a recordar essa manhã. Recordar aqueles curtos, mas longos, minutos em que os nossos engenhos se uniram e se entregaram às maravilhas que a vida nos oferece.
fictício.

July 9, 2012

I'll never forget you

Não sei bem como começar esta escrita de hoje. Confesso que fiquei com aquele nó na garganta que já tão bem conhecemos uma na outra, depois de partir. Um dia só para nós foi como se estivéssemos diariamente juntas e, ao dizer adeus, estivesse a dizê-lo a alguém da família. Não podias chorar. Não podias ficar ali, desamparada, frágil, quando eu não podia mais abraçar-te e dizer "Está tudo bem, princesa, eu estou aqui!", porque eu sei que era disso que precisavas.
Sabes, meu amor? Este foi, sem dúvida, o melhor dia que já vivemos desde o início da nossa amizade. Foi maravilhoso poder abraçar-te com força quando, de repente, reparaste que não estava no meu melhor. Poder sorrir verdadeiramente como já não tem sido meu hábito... e mesmo assim, conseguiste libertar-me muitos sorrisos. Tenho a agradecer-te imenso por seres um doce de pessoa que sabe acarinhar-me e sabe valorizar-me a cada momento. Agradecer-te por me fazeres tão bem até nos dias mais murchos. Por seres a minha princesa e por me deixares sentir tão leve e feliz em apenas oito horas. Amo-te.

June 16, 2012

stay positive

Nunca acreditei assim tanto quando me diziam que a vida dava muitas voltas, provavelmente por ter visto a minha vida a seguir sempre o mesmo rumo por diversas vezes, e não acreditar numa mudança. Mas depois chego a este momento e consigo ver essa mudança acontecer. Estou a fechar aquela porta aberta há anos e estou a abrir uma nova, onde espero pela tua entrada. Estou à espera de eu mesma aceitar que as coisas mudam e que há sempre que seguir em frente. Não deposito expetativas nisto, ou pelo menos, expetativas elevadas. Vou deixar acontecer. Vamos. Sabes que vou estar aqui para ti, seja de que modo for. Se precisares de apenas um abraço, dar-to-ei, se for de uma palavra de conforto, podes contar também... assim como tu estás para mim, estarei eu para ti. E não, não me vou esquecer de ti. Nunca. E se esta tiver sido a primeira e última vez que estive contigo, vou conseguir aceitá-lo e viver a minha vida. Se acontecer o oposto, estarei de braços abertos para te receber.
"obrigado por me fazeres sentir homem"
Obrigada por me fazeres sentir bem, por me fazeres sentir que tenho, em ti, um suporte e não apenas um colo para sentar, braços para apertar e lábios para sentir. Obrigada, apenas.

June 12, 2012

As melhores coisas são as inesperadas. As que aparecem sem aviso prévio, as que nos arrebatam a alma e nos enchem o coração. Oh, sinto-me bem assim. Leve.

May 15, 2012

sinto que vivo a vida dos outros. não num mau sentido, ou se calhar até sim, visto que deixo a minha vida de lado. deixo a minha felicidade a um canto e vivo a felicidade dos outros. se calhar porque a deles, a vossa, é mais fácil de alcançar do que a minha. se calhar porque já desisti da minha felicidade, ou alguém me fez desistir. provavelmente achar-me-ão louca ao confessar isto, mas sinceramente, não posso mentir para mim própria, nem para o mundo que me vê cair aos poucos. as promessas de recuperar continuam de pé. não, não desisti, não estou a deixar-me levar pela tristeza, embora ela seja provocatória, embora me chame diariamente. eu cumpro as promessas que faço. e a de ser feliz, embora ainda esteja por cumprir, não vai cair por terra. talvez esta seja a promessa essencial. e hei-de cumpri-la.

May 2, 2012

gostava de te escrever com carinho. gostava que, a cada final de dia, quando estivesses a relaxar, viesses ler-me, viesses cuscar o que escrevo para ti. gostava que tivesses consciência de que o amor que sinto por ti é maior que o mundo inteiro, maior que nós dois juntos. e se não é, passa a ser. gostava que soubesses que as minhas palavras ganham mais significado quando escritas para ti. elas simplesmente escorrem-me pelos dedos e, às vezes, pelos olhos, aos trambolhões. se tu soubesses quantas palavras já te dediquei, e quanta intensidade lhes atribuí, quiçá estivesses comigo. agora limito-me a não te escrever, para o meu coração não transbordar de amor.
giveaway no blog da mariasousa.

April 22, 2012

a angústia entranha-se em mim. não se estranha primeiro, entra logo, sem licença, sem questionar. e eu esforço-me por a deixar do outro lado da porta, mas ela enfrenta-me de tal modo que eu desisto. ou perco as forças. a dor não escorre pelo meu peito, apenas se prende à minha garganta, deixando por lá um grande nó que não me permite falar. a minha voz calou-se e, de mim, só recebem um olhar, vazio. nem murmurar sou capaz. perco-me no silêncio, na escuridão e nas melodias que não são feitas por mim. perco-me entre milhares de pensamentos, sem que consiga pedir para me socorrerem. porque, na verdade, não sei de onde quero sair.

March 3, 2012

é o que fica depois do fim

ao início, o fim das relações só significa o fechar de um ciclo e o iniciar de outro. significa o bem estar de um lado e o sofrimento do outro. um que sorri a todas as horas e outro que passa as noites, em silêncio, a chorar.quem está de fora dificilmente consegue entender, na sua totalidade, o que é que vai dentro dos corações das pessoas que ficaram a sofrer com o terminar desse ciclo. libertam frases de conforto que, de facto, ajudam, mas que muitas vezes são incompreendidas, ditas em vão. uma relação terminar é muito mais que este sentimento de perda. sim, também o é, mas não tanto quanto o que se sente com o decorrer de alguns meses ou até mesmo anos depois da última relação ter fracassado. fica a dor de ter acabado - para aquele que sofre, claro -, fica a saudade a corroer o corpo e a atacar o órgão cardíaco. a terminar sempre em lágrimas silenciosas ao cair da noite até o corpo se cansar e adormecer só mesmo por isso: por cansaço, desgaste. fica também as memórias fotográficas e escritas de todos os momentos que esse ser registou. as inúmeras palavras ditas, com um café ao seu lado e o barulho das ondas a ecoar aos seus ouvidos, ou com simples instrumentais que atenuam a dor naquele momento em que se entrega aos seus sentimentos, ainda que não fossem mais para partilhar com quem desejava. ficam as mensagens que nunca teve coragem de apagar, e o mesmo com a fotografia de fundo do computador. e de cada vez que uma música que ambos ouviam, toca, o seu coração arde por dentro e palpita aceleradamente. e os lugares em que juntos passavam tardes sem fim, parecem agora uma pequena prisão onde somos obrigados a pisar o chão e passar por aquele sofrimento de não ter mais connosco quem amamos. é olhar para as paredes vazias e aparecer, num vulto, a imagem do ser apaixonado. é doer o coração quando nos deitamos na cama e nos sentimos vazios por dentro. é um chá não acalmar, nem um filme que nos faça chorar chegue para libertar todas as lágrimas que acumulamos. e mais que isto tudo, é chegar ao fim de anos sem nenhuma relação após essa, e sentir que não temos ninguém a quem dar amor, a quem dar todo o carinho que temos vindo a acumular no nosso coração. é ter imensos sonhos e desejos e não poder realizá-los. fica essa dor, também. a dor de ter que dar e não o poder fazer porque não temos a outra parte de nós. falta a metade do coração, do corpo, da alma... falta metade de nós mesmos. é isto que fica depois do fim de uma relação. e é isto que dói, passe o tempo que passar.

March 1, 2012

impossível

não há modo de alterar as coisas já feitas. é como querer voltar atrás no tempo e não dizer o que foi dito. impossível. nem há modo de esquecer o que já passou. é como se tivéssemos uma borracha que nos permitisse eliminar as memórias de vivências passadas. impossível. temos uma caixa capaz de abarcar qualquer tipo de sentimento, sensação, memória, reação... mas então também devíamos conseguir eliminar o que nos faz mal. o que nos incomoda. mudar de rumo sempre que necessário e não termos de ser dependentes do tempo para ultrapassar os momentos mais desconfortantes. porque o tempo também consegue ser traiçoeiro. quando o temos em demasia, só conseguimos pensar no que passou, no que ficou para trás e não mais faz parte do nosso presente ou possível futuro. e para quê remoer em assuntos que passaram? para quê queimar tempo, desgastar o nosso coração com maus momentos, com más pessoas, se nada disso fará as coisas mudarem? impossível. sim, é impossível não vivermos amarrados ao passado, se foi ele quem nos construiu. se foi ele que nos fez crescer e nos mostrou que nem tudo é fácil de conquistar, nem fácil de gostar.

February 14, 2012

mudar e detestar

talvez eu precise de um coração. um assim rejuvenescido, quentinho - menos que o meu -, sem cicatrizes a atormentá-lo e sem pequenos grandes apertos que o sufocam lentamente, até não ter mais sangue para bombear. sim, preciso de um coração assim, oh, bem novo e uma alma fresca, acabadinha de criar. talvez essa mudança me traga uma leveza inexplicável e me faça ver o mundo com uns olhos menos sofredores que os meus. quem sabe se não muda tudo em mim com essas pequenas modificações? quem sabe se as coisas não se facilitam um pouco que seja? na verdade eu só quero uma tranquilidade que possa descrever como a melhor sensação do mundo; uma tranquilidade com sabor a chocolate. só preciso de expulsar todas as coisas más que me atormentam para conseguir seguir em frente, mas também deixar para trás as coisas boas que já vivi porque, essas, só me trarão mais dificuldades a olhar para o presente e imaginar o futuro. quero sempre tão pouco - nada mais que o essencial - e tenho mais do que peço, mas sempre num mau sentido. oh, eu detesto confusões, gritos, discussões e mal entendidos. detesto ter perdido o meu melhor amigo e sentir falta dele todos os dias da minha vida. detesto mais olhar para ele e ter uma vontade tremenda de o abraçar durante um minuto para me sentir protegida, feliz. detesto lembrar-me que só ele me compreendia em algumas coisas, e que ele estava lá para mim. mas a coisa que mais detesto é estar a escrever para o abstrato e ter a capacidade de falar nele, em qualquer que seja o contexto.

February 11, 2012

sou terrível. acho sempre que todos estão mal.no fundo, sou eu que estou. e habituar-me a essa tristeza faz-me pensar que os outros também o estão. és terrível, sim.
para mim.

February 8, 2012

não me peçam

é, eu nunca pensei deixar de demonstrar os meus sentimentos, porque sempre fui de dizer se estava realmente triste ou verdadeiramente contente. agora... agora deixo que descubram, que saibam ver nos meus olhos, ou nas minhas palavras. já não sei dizer à priori que não, não estou bem, está tudo errado, e tudo mais. simplesmente digo que estou bem. "sim, estou" e sorrio. não engano, não. só quis deixar de lado a parvoíce de dizer sempre que não estou bem. isso não é preciso. quem me conhece saberá sem eu dizer e sem me questionarem. no fundo, eu sou transparente, tal como a água. e tal como a água corre consideravelmente, as lágrimas salgadas que transbordam dos meus olhos meio rasgados também o fazem. em silêncio. ou agora deixou de o ser. já nem a noite nem o dia me acodem. a minha vida baseia-se, basicamente, em quatro pessoas, e oh, coincidência que uma delas já não mais partilha nada comigo; a outra é o ex amor, que pouco me profere palavras. e as duas outras almas são as minhas meninas, que passam ambas pela mesma dor, uma mais recente que a outra. como fico eu no meio disto? mal. tal como elas. desamparada, porque as noites são frias e transportam o gelo para os meus dias. parece congelar o meu coração. a minha alma tão pequenina.e a única coisa que continuo a pedir, é tranquilidade. só isso.

February 6, 2012

converso com a noite

As nuvens voam à velocidade da luz enquanto o frio se instala nos corpos que à janela se encontram. Uns a devorar o último cigarro do dia, outros à conversa e poucos - como eu - a vislumbrar a lua que já vai lá no alto. O silêncio por aqui paira, e uns pequenos arrepios acompanham-no. A minha cabeça estala um pouco mais a cada segundo que o ponteiro conta e o meu corpo mantém-se imóvel, escrevendo apenas estas linhas. Passaram alguns dias desde a última vez que aqui estive parada a olhar para a estrela da noite. Com isso, ficou também a ausência de escrever. Com sentimento. Invadiu-me agora a doce voz do meu pai, questionando-me acerca do que se passa. Ele conhece-me, sente-me. Ainda assim consegui mentir-lhe. Sorri, dei-lhe um leve beijo e ele foi, enganado pelas minhas palavras. E agora mesmo uma enorme nuvem escondeu a lua e escureceu-me a mim também. Afinal é isso que tenho sido ultimamente, não é? Uma pequena mancha negra que tinge o corpo todo e parece sufocar-me lentamente. Está a fazer-se uma noite gelada, o fraco descanso chama por mim.
até amanhã, lua. até amanhã, mundo.

February 2, 2012

dói mas eu estou aqui

Anda amor, vamos caminhar.
O caminho, aos teus olhos, está escuro, eu bem sei, e o teu coração vazio, eu mal o oiço bater. Sei que o teu andar está cansado, triste, e a tua mente viaja longe daqui. Sei que metade nem vais ouvir, mas eu escrevo-te para ficar gravado e, quando quiseres, vires cá ler.
A dor que eu sinto desde dois mil e oito não é a mesma que tu sentes agora, eu sei disso, mas é por isso que eu quero estar ao teu lado, para te ouvir falar, para ouvir as tuas palavras roucas e cheias de tristeza por dentro. Se for para me dizeres que estás horrivelmente mal, diz-me, por favor, mas não me peças para não te perguntar como estás, se eu preciso de saber qual é a resposta... Dizer-te isto não está a fazer muito sentido, confesso, mas percebe... É uma fase complicada para ti, dura também, e eu já me sinto mal o suficiente por não poder estar aí a abraçar-te e a dizer que a dor vai passar mais tarde ou mais cedo, amor. Não poder encostar-te ao meu peito e dizer-te que estou sempre contigo. Isso dói também, mesmo que não se compare. Tu queres ser tanto a força que aí permanece, mas eu não posso deixar que anules os teus sentimentos para que alguém conforte o resto da família. Tu também estás a sofrer e tens de o mostrar, não é por isso que és menos forte.
Anda, vamos voltar para trás, está a ficar escuro.
Amo-te.

January 30, 2012

loucuras

a minha caixa de arrumação está toda desorganizada. e logo eu que sou toda perfecionista e qualquer coisa fora do lugar mexe comigo. a arrumação exterior não se compara à interior, confesso, mas bolas, trata-se do mesmo tipo de arrumação: pôr cada coisa no seu canto. então, cérebro, porque é que não encaixas isto e segues com a delineação de planos para estares arrumadinho e sem problemas? é que eu não aguento com todo o peso que exerces sobre mim, e embora esteja mais serena, sabes que preciso de tranquilidade a muitos por cento. com tantas gavetas que te disponibilizo, continuas sem saber qual a organização acertada, e qualquer falha estraga-me. por dentro. há tantas coisas para pôr no passado. não te percas entre os degraus, por favor, pensa no que te peço. pensa com carinho. ah, e também podes trazer um bocadinho para mim. fico aqui à espera.

January 17, 2012

a sky full of lights

tinha ido espreitar a noite através da janela da cozinha. e a verdade é que, dois dias após a lua estar cheia, ela deixa de aparecer do lado da minha janela, mas de manhã, quando vou a caminho da escola, vejo-a ainda com alguma luz. sinto-me bem e solto um sorriso. mas como de noite ela não anda por aqui, contemplei com mais atenção as estrelas. a verdade é que o céu é tão escuro, mas quando está estrelado e consigo ver tudo na perfeição, ele torna-se magnífico e tão cintilante. aí eu sorri. sorri com satisfação e veio-me à imagem o texto que escrevi aqui em baixo. e a verdade é que eu tenho mesmo de mudar o meu coraçãozinho de modo a que ele não quebre tantas vezes. ao longo de todo o meu percurso vou sentir-me em baixo, e embora esta dor ultrapasse qualquer outra que eu já tenha sentido, eu tenho de saber pular por cima dela e seguir o caminho. se eu sou forte como me dizem, eu tenho de provar tal. e, quiçá, não sou mesmo?! oh céu estrelado, deste-me força para ganhar um brilho nos olhos e sorrir mesmo sem a companhia da lua, mesmo com o isolamento do b., e mesmo com a falta que o d. me faz. e sabes uma coisa? és lindo, céu, lindo.

January 12, 2012

indecisão

eu escrevi-te. escrevi-te do lugar onde me sentava contigo. escrevi-te abstraída do mundo e sempre com o olho para cima a ver se te via sair. escrevia-te com carinho, com saudade. sabes que são os sentimentos que mais me invadem. era uma carta enorme. mas eu escrevi. e sabes uma coisa? não sei se te devo dar, porque o mais provável é deitares fora sem ler. não sei se realmente a leres me darás alguma resposta. não sei. talvez a rasgues como eu fiz quando a escrevi. sim, eu escrevi mais de um milhar de palavras para depois, com raiva, a rasgar em dois pedaços. incrível os extremos a que chego: adorar-te e no segundo a seguir odiar-te por me teres abandonado. afinal porque é que ainda me dignei a perder trinta minutos da minha vida a escrever-te? eu devia era falar-te! agarrar no teu braço e dizer-te: precisamos de falar! sim, é isso. mas como disse na carta, talvez seja o meu maior defeito não te conseguir enfrentar. talvez porque vou começar a sentir tremores pelo corpo todo e porque não devo dizer nada do que, na realidade, pretendo.mas eu queria tanto falar-te. queria ouvir a tua voz, queria sentir o teu abraço. só isso... queria que, ao virar as costas para ir embora, tu chamasses pelo meu nome e dissesses: eu também senti e sinto saudades tuas. mas o melhor é estarmos assim. o melhor é dizermos adeus um ao outro. até nunca, como já te disse. e, embora isso me custasse a vida, eu aceitaria, porque ouvia da tua boca. porque antes dessa frase de despedida, me terias explicado tudo. será que tinhas mesmo? ou quando eu tivesse começado a falar já me estavas a virar as costas? oh... esquece.