Avô ♥

remember

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January 7, 2012

Grey

"O ser humano foi concebido para compensar perdas. Adapta-se para deixar de precisar do que não pode ter. Mas, por vezes, a perda é enorme e o corpo não consegue compensar. Temos tanta esperança no início de tudo. Parece que apenas temos a ganhar. E nada a perder. Dizem que a incapacidade de aceitar a perda é uma forma de insanidade. Deve ser verdade. Mas, por vezes, é a única maneira de nos mantermos vivos."
Meredith Grey, Grey's Anatomy.

December 24, 2011

preciso de expulsar

as lágrimas já lhe escorriam pela cara há uns largos minutos. era inevitável essa transparência perante o escuro e o silêncio. embora não fosse uma pessoa de máscaras, naquele momento poderia demonstrar realmente o seu estado de espírito. as noites são frias e aquele corpo já se habituou ao repentino gelar dos seus membros, enquanto está apaticamente sentada no mesmo banco, ao luar, esperando por um novo acontecimento. provavelmente esse não irá chegar, porque não está assim previsto. a espera não a cansa. nunca o fez. esteve, desde sempre, habituada a esperar. esperar por um começo, por um intervalo, por um fim... esperar sem cansar.talvez este se tenha tornado no seu lema de vida..
o tempo parece cada vez mais custar a passar, até porque a sua rotina não mudou, e teima em continuar assim. a sua alma ainda se sente inquieta e solitária, e não há meio de voltar atrás.
quando conhece uma pessoa e ela lhe dá motivos para confiar e gostar, então essa pessoa jamais será esquecida. talvez seja o seu maior erro, mas é assim que o seu coração está habituado a lidar. o pior é quando o seu coração é abandonado pelas pessoas que achava que estariam sempre do seu lado. essa dor é terrível, consome-lhe o coração e deixa-o entregue a grandes e profundas mazelas. algumas delas são mais fáceis de curar do que outras, mas estão habituadas a serem todas curadas com o tempo. contudo, e contra tudo o que é o habitual, até hoje, só uma pessoa ainda consome o coração desta jovem, que a enche de constantes apertos no coração e com uma falta enorme de ser abraçada. as lágrimas não se contêm, e ela sente-se obrigada a render-se à tristeza, à solidão. há simplesmente situações que são difíceis de ultrapassar, e ninguém a pode obrigar a levar esses momentos com leveza.
como todas as noites pede..esta jovem só quer paz, quer reencontrar a tranquilidade que está perdida à meses, e que não é descodificada, mesmo com o passar dos tempos e com o alargamento dos horizontes. some things never change.
embora as lágrimas já tenham cessado, a dor é constante. a força tem sido pouca, a vontade acompanha-a, e esta jovem pouco consegue interferir naquele que é o seu futuro. quem a conhece, sabe que vive muito para os outros. um erro mas, como sabem, é um erro perdoável. talvez um dia algumas coisas mudem.

December 22, 2011

pequeno desabafo

a sério, há pessoas que realmente perdem a noção das coisas quando mandam para o ar coisas como "tu pediste que isso acontecesse". não, ninguém pede para ser roubado, ninguém pede para ser espancado, ninguém pede para ser violado! basta desse tipo de pensamentos, quando as pessoas não sabem do que falam, e muito menos quando não passaram por algo assim. afinal somos uma sociedade muito ou pouco desenvolvida para sabermos, perfeitamente, que há coisas que não se pedem? isto mexe realmente com o meu sistema nervoso.

December 19, 2011

trocas

escuta..tu lutas contra as tuas próprias batalhas. não te deixas cair, mesmo que chegues lá perto. o que é mudou agora? queres mesmo desistir? queres pôr para trás das costas todas as vitórias que já colecionaste? não podes. o que é que me impede? eu impeço-te de desistires. não te tornei numa lutadora para agora fazeres isto. aceita a minha ajuda. não perdes nada. pois não, já perdi.
está na hora de tu entenderes, de verdade, que o que tu assistes.. não é para ti. magoa-te, destrói-te. mas tu insistes, inconscientemente. afinal o que é que queres fazer? levar-te ao limite? tens de parar! alivia a pressão constante que paira no teu coração e na tua alma, encoraja o teu corpo a mover-se desses lugares que só carregam com o lápis preto sobre o teu coração. ele não pode perder cor nem deixar de bombear sangue. não te percas. e aprende a não pôr o teu passado no presente dos outros. isso também os magoa.
para mim.

December 11, 2011

a verdade é que

o que mais oiço é "avisei-te" e "eu disse-te". mas oh, eu preciso de cair, tal como toda a gente precisa. e eu não me importo de cair se souber que vou levantar-me com mais garra e não me vou deixar enganar a segunda ou a terceira vez. sabes, dré, eu admiti que tinhas razão, admito que, de facto, estavas certo desde o início. mas tu também sabes que eu precisava de experimentar, não sabes? sabes que eu estava numa altura de transição e que o que o meu coração dizia na altura era o que estava certo - mesmo que não correspondesse à realidade -, e de certa forma não me arrependo de ter experimentado, ou tentado, pelo menos. retirei algumas coisas daquela situação e prometo não te desiludir da próxima vez. se me disseres "olha que não é o que parece", "juízo e não caias na conversa" eu vou ouvir-te antes que seja tarde e já me tenha envolvido. obrigada por não me largares a mão, mesmo que tenhamos estado distanciados. nunca me esqueço de ti, e obrigada por não te esqueceres de mim como eu julgara que o tivesses feito.

December 10, 2011

ontem, durante uma saída com um grupo de amigos, e enquanto me recostava na cadeira do café já depois de tomar o meu capuccino, dei por mim a pensar... de facto tive um momento melancólico e desejei sair dali. todos os dias me tenho deparado com a sensação de que estou bem melhor sozinha, e ontem comprovei-o uma vez mais. as minhas companhias-vivas só me fazem sentir exausta do mundo, mesmo que por vezes me saiba bem refugiar naquelas conversas e naqueles momentos. talvez não seja responsabilidade delas, mas as suas atitudes maçam-me cada vez mais e magoam-me também.não sou obrigação de ninguém, não estou presa a nada nem a ninguém, e a solidão que tanto procuro faz-me bem. contudo, continuo a ser criticada por escolher o isolamento e deixar os outros fora da minha bolha.ora, eu não vos peço para compreender, peço para respeitarem. e no meio do caos em que a minha cabeça se encontra, a certeza que tenho é que vou continuar assim, sendo ou não propositado, eu sinto-me bem sozinha com melodias calmas. e sinceramente, tenho preferido companhias que só conheço da parte do coração e da alma, porque caso essas companhias que me têm feito tão bem partilhassem o dia a dia comigo, talvez eu também estivesse cansada da sua companhia. tenho preferido a companhia virtual, porque é mais sincera, pelo menos para a minha alma. e agora, perdoem-me, mas eu quero estar sozinha, por isso, se durante o dia me virem afastar sem razão, já sabem: deixem-me ser sozinha!

Campos #1

"Quero ser sozinho.
Já disse que sou sozinho!
Ah, que maçada quererem que eu seja de companhia!"
Álvaro de Campos.

December 7, 2011

oh, claro, a fortaleza volta a cair. afinal para que é que eu construo estes muros durante noites a fio? porque é que não consigo dormir diariamente por estes problemas rondarem a minha cabeça? e até o meu coração...eu trabalho afincadamente, tudo para o meu próprio bem-estar. no fim, todos atiram a baixo a muralha que construí. fazem-no sem delicadeza alguma, qual preocupação comigo. só gostava de encontrar a tal tranquilidade que toda a gente fala que encontra quando vai descansar..é que eu não consigo sequer combinar encontro com ela, há já muito tempo e o que isso me tem prejudicado..gelo aqui há tanto tempo, gelo sozinha, desamparada não diria, mas a minha alma está. e o meu barco treme constantemente e eu temo cair no meio do oceano. oh tranquilidade, volta. e traz também o meu sorriso, por favor.

December 1, 2011

não te percas

não quero que te percas... não quero que caias sem conseguir descolar o teu corpo gélido do chão. não posso deixar que percas o teu rumo, que não saibas mais o caminho para casa. não quero que andes perdida nas ruas, somente no teu mundo e que esqueças os outros. não quero que deixes de pensar em ti, de lutar por ti e de te dar valor. não podes deixar a tua essência desaparecer com o frio deste inverno. não podes imaginar os teus dias a chorar, a apertar-te contra o peluche que guardas na cama e a esconder a tua face pequena debaixo dos cobertores. não podes esquecer o teu dia-a-dia, as pessoas para quem vives. não percas a tua opinião, não vivas à base dos outros. não deixes de tratar de ti. não deixes de lutar pelos teus objetivos, não percas o alcance das tuas metas, não vires o teu mundo ao contrário. olha, esquece as pessoas que se quiseram perder no mundo alheio ao teu, essas pessoas não eram bem vindas. nunca tires os pés do chão, mesmo que custe manteres o teu corpo em pé. não deixes que a tua alma morra, não a deixes ir. não adormeças em nenhum lugar longe daqui, onde saberás que ninguém te encontrará. fica sempre por perto, não vás. não te percas.
para mim.

November 27, 2011

eu ainda não parti, é verdade. no fundo, esperava que a tua resposta fosse parecida com isto: eu espero, não vou desistir desta amizade. desculpa não te conseguir ajudar. Contudo, não obtive nenhuma resposta. e sabes? eu interpreto isso como a forma que arranjaste de não te despedir de mim. tu não o queres, verdade? eu também não, e tu sabes, até porque o explicitei no bilhete de despedida. mas no fundo tu compreendes esta minha escolha. a mudança está debaixo dos meus olhos, mas eu continuo a fechá-los, na esperança de que isto seja somente um pesadelo e que, oh, eu logo acorde. preservo muito a nossa amizade, muito mesmo. e eu sei que serei capaz de a pôr primeiro que o amor que sinto por ti, por isso... olha, por isso acho que vou rasgar o meu bilhete para Macau. aquela cidade espera por mim de qualquer forma, e eu posso adiá-la e ir quando tiver mesmo de ser, ou quando achar que é o melhor. esta amizade não vai ter o espaço que devia, porque eu consigo superar isso. agora obrigo-te a fazer uma coisa: não a magoes. promete-me... torço por vocês como se fosse comigo. serão muito felizes, tenho a certeza.

November 23, 2011

maldito novembro

a interromper este outono chuvoso e tão frio, a tarde de hoje, solarenga e quente, aqueceu um pouco o meu coração,e ele nem resistiu a regressar um tempo atrás. a pouca brisa que se apresentava, juntamente com o calor que o sol transmitia a incidir-se sobre a janela, olha, fizeram-me reviver alguns momentos. e eu que sei que não devia ainda ter estas memórias guardadas na minha caixa, mas este maldito novembro puxa-me para tal. consegues ainda lembrar-te das tardes que passávamos juntos naquele canto? tu sentado e eu deitada sobre as tuas pernas, todos os dias assim, durante horas a conversar, onde estávamos abstraídos de tudo. queres que seja sincera? não voltei a sentar-me lá, nem sozinha, nem com ninguém; porque, para mim, trazer-me-ia memórias e eu tenho de as dispensar. agora eu passo por lá e tento não me lembrar, mas hoje veio tudo à cabeça. lembras-te de me confessares medos, desejos e sonhos lá sentado? lembras-te dos simples miminhos que te pedia, e tu a mim? lembras-te de lá estarmos e de haver sempre alguém a aproximar-se dizendo: "opá, beijem-se logo, nunca mais admitem que gostam um do outro" e eu ria-me, enquanto escondia a cara junto aos teus braços. sabes porquê? porque na altura tinham razão, e tu sabes, mas eu não conseguia, e tu isso também sabes e aceitaste até ao momento em que realmente consegui dar-te esse mimo que há tanto esperavas. vês? não devia estar a revelar isto, mas é tudo por causa do maldito novembro. daqui por dois dias, já faz um ano que tal aconteceu e olha, como é que te encaro? sabes que mais? não encaro, simplesmente; tal como tenho vindo a fazer durante estes dias. e peço-te: deixa de me fitar, não me obrigues a observar as tuas tentativas de me olhares pelo canto do olho, para que ninguém perceba. preciso do teu silêncio, mas preciso também que sejas cego, pelo menos para mim; assim o farei também.

October 20, 2011

eu gosto assim

os tempos vão mudando e sei que as pessoas se vão perdendo. por vezes não por vontade própria, e é sempre assim que vejo as coisas. as prioridades acabam sempre por mudar, os tempos são outros e a disponibilidade também acaba por diminuir. eu hoje olho para trás e recordo-me sempre de tudo o que vivi, das pessoas que trouxe para perto de mim e das que me fizeram tão feliz. olho para elas e não me arrependo que tenham feito ou que façam parte de mim e da minha vida. se não fossem muitas dessas pessoas, eu não era quem sou hoje. e a elas devo-lhes muito, sempre vou dever. cresci, aprendi, vivi, senti, tornei-me sempre numa pessoa melhor, com grandes objectivos traçados e foi sempre com o apoio dessas pessoas. eu não me importo minimamente com a beleza exterior. ela serve para quê? dá sempre que falar, é sempre mais complicado manter uma amizade assim. para mim, conta muito mas muito mais a beleza interior e, sem dúvida, que essas pessoas que continuam comigo, são todas lindas por dentro, têm cada uma um grande coração, uma grande capacidade de ajudar e eu sem elas não seria ninguém. não quero nem ligo ao que as pessoas que estão comigo agora possam pensar sobre as outras que lá estão. elas são pessoas maravilhosas e toda a gente gostava de as ter presentes nas suas vidas. eu orgulho-me bastante delas e não as trocaria por ninguém. não me importa se aquela pessoa é feia ou bonita, importa-me que tenha uma grande personalidade e que seja alguém com quem me identifique. beleza interior, essa sim, conta e muito.

October 13, 2011

boas e más pessoas

as boas pessoas estão sempre desprotegidas. normalmente são as mais magoadas, as que mais dificuldades enfrentam até se sentirem na sua plenitude. as pessoas com bom coração que ajudam quem quer que seja, e que estão presentes em qualquer altura, são as que mais caiem, as que mais desilusões apanham. as boas pessoas morrem primeiro, por dentro, claro, mas morrem. as más, permanecem para infernizar a vida a outras pessoas boas. e isto torna-se num ciclo vicioso. hoje desisti. desisti de falar, de tentar perceber. hoje percebi que esta é mais uma fase em que não me disponho a alcançar essas atitudes. cansei-me. e de vez.

October 7, 2011

voa, corre.

Estou a seguir, estou a andar. Não paro. O tempo não espera, o tempo não pára. As oportunidades esgotam-se e eu só tenho de as aproveitar. As mudanças acontecem, eu passo por elas. O coração palpita. Ele também não pára. As memórias revivem-se, os apertos sentem-se e a mente viaja. Perdi. Levanto-me. Luto. Caio. Perdi-me. Penso, reajo, volto a levantar-me. Tropecei. Perdi-te. Não desisto, continuo a luta. Olho em frente, saro as feridas e penso no que virá a seguir. Não perco o fio à meada e continuo a acreditar que o meu mundo não é feito somente de armadilhas, quedas e erros. Eu sou feita disso, mas completo com alegrias, múltiplas alegrias e bons momentos. É aqui que nascem as minhas lembranças. Lembranças essas que hoje carrego na minha mala e que, de vez em quando, atormentam-me. Mas eu continuo sem desistir, continuo a mostrar que sou forte. Luto e já sinto a conquista perto. É assim que se reage, é assim que se ultrapassa. Choro. Aperto-me contra o peito e sinto o bater do coração cada vez mais feroz, mais violento. Agora respiro, mas assim me perco novamente. Cada inspiração parece sufocar-me. Não dá. Não tenho mais forças. Ainda assim, não desisto. A luta continua. Posso perder muitas batalhas, mas não vou deixar que vençam a guerra. Faltam apoios, eu sei, mas consigo batalhar sozinha. A vida é assim. Traz-nos cada vez mais desafios. Há que saber ultrapassá-los. Ser alguém. Eu quero ser alguém. Sou capaz. O tempo corre, voa pelas janelas, rompe as portas e vai de encontro à meta. Eu tento alcançá-lo. Tarefa difícil, mas nunca será impossível. Cá estou eu, cheguei, consegui, conquistei. Lutei. Daí o resultado. Mais tarde, estarei pronta para outra batalha. Se nunca desistir.

October 3, 2011

mais uma vez

é impossível de acreditar em determinadas coisas! andei um ano a penar para ultrapassar o pior momento da minha vida e quando me sinto mais calma, segura e confiante da minha vida, volto a sentir na pele o mesmo tipo de medo, o mesmo tipo de sufoco. o pior é que acredito que ainda virá a terceira vez em que me vou sentir assim; mas quando isso acontecer, o meu mundo cai de vez e aí não vale a pena dizerem-me "não penses nisso, não aconteceu nada.". já não me sinto corajosa. já não me sinto eu, segura; eu, bem. já não sinto a pessoa que sou, já não sinto a dor de tão imensa que é. já não sei o que é o apoio que preciso, porque não tenho ninguém que mo dê. já não sei de mim e da minha vida.
ainda assim, obrigada sara!

September 13, 2011

hoje... não!

hoje o dia foi feito sem ter vontade para nada.
hoje senti ainda mais saudades tuas.
hoje senti que me sinto meio perdida neste mundo.
hoje percebi que há pessoas das quais não consigo desfazer os laços que criei.
hoje tive mais momentos com vontade de soltar lágrimas cá para fora, do que sorrisos.
hoje quis esconder-me e refugiar-me na minha velha amiga para me conseguir sentir melhor.

hoje sou só eu e a minha velha e melhor amiga, por isso... vou chorar para perto dela.


September 5, 2011

‎"Por vezes perdoamos as pessoas porque a falta que fazem é maior que o seu erro."
Quantas vezes dei por mim a fazê-lo. Quantas vez fui a primeira a admitir um erro, mesmo que não tenha sido eu a cometê-lo, só para manter alguém que me é importante, perto. Sou mesmo assim, e farei isso enquanto me for possível, porque o pior que me pode acontecer, é ter quem gosto, ter os meus amigos mais próximos, longe. É uma daquelas dores insuportáveis que machucam demasiado o meu coração tão frágil.

July 23, 2011

férias chegaram para ficar

Meus amores, provavelmente e, com muita sorte, só volto a escrever cá a meados do mês de Agosto. Vou hoje para o meu campismo e ficarei lá duas semanas; supostamente voltava dia 8 de Agosto, dia anterior aos meus anos, mas parece-me que não tenho sorte...
Enfim, assim que voltar, prometo por-me a par de todos os vossos lindos blogs! Escrevam muito e boas férias, estrelinhas.
-Um beijinho*

July 18, 2011

miss anything

Por vezes sinto um vazio dentro de mim. Nunca sei explicar o porquê, mas depois apercebo-me que esse vazio vem da saudade que sinto de momentos que já vivi. Sem dúvida que sentir saudades de algo faz parte, significa que o que aconteceu foi bom, foi inesquecível e, até quem sabe, se não voltaria a repetir. Mas depois, é um sentimento que me corrói por dentro, que magoa e até faz os meus olhos chorar. Gosto de sentir saudades. Mas ao mesmo tempo, não gosto. Gosto que tenham saudades minhas, mas de que serve esse sentimento se, depois, não passam das meras palavras? Quando eu digo que sinto falta de alguém, recordo momentos, abro portas às coisas que vivi e deixo-as entrar, nem que seja por um dia, porque sei que me vão refrescar e por-me com novas baterias. Sabe sempre tão bem lembrar quem é que esteve connosco. E quando essas pessoas se sentam connosco em frente ao nosso grande baú e se lembram do que vivemos juntos, sabe sempre melhor. Sinto saudades e não me arrependo nada do que vivi e escolhi para mim.

July 15, 2011

acredito que

um dia, vou deixar de andar à deriva e vou endireitar o meu barco e a minha vida. um dia, vou confiar menos e agir mais. vou ouvir menos e falar muito mais. um dia, toco a minha música e vão ficar todos parados a escutar. um dia, serei eu sozinha contra o mundo. mas nesse dia, estarei e serei feliz.