não me afastes. não afastes a minha alma da tua, nem o meu coração do teu. não deixes simplesmente que essa tristeza se apodere de ti e vai à luta. luta pelo que queres, ambicionas, esperas para ti, que te faz sentir bem, viva. isso, vive. só te peço isso. enquanto eu sorriu e te envio esse gesto, tu vives. por ti e, quem sabe, nesta altura também por mim. tens uma força maior do que a que conheces, e por isso é que chegas onde chegas. não te percas no caminho. as pedras por vezes ultrapassam-te e pregam-te rasteiras, mas consegues ser melhor que elas e, nas seguintes vezes, antevês esses acontecimentos. és surpreendente. não desperdices todo o dom que possuis. em tudo na vida. não penses que só te conheço precisamente desde o primeiro dia... acredita, eu também consigo surpreender, e eu sei que vais ficar surpresa quando te disser que te conheço desde muito antes. conheço-te por dentro. não passei contigo todos aqueles momentos, mas conheço essas marcas, essas cicatrizes. e isso permite-me que te dê na cabeça quando necessário, permite-me abrir o teu coração para a realidade. eu sei que me deixas... e este papel já ninguém me tira, muito menos tu me tiras de ti, da tua vida... vou continuar aqui, a habitar dentro de ti, pode ser? é um lugar reconfortante, embora tenha dias sombrios. és tu, é isso que conheço em ti. tudo, de bom e de mau, eu aceito. e permaneço. six ever.
May 27, 2012
May 24, 2012
não imaginas o que a mãe disse ontem, avô. diz que a tua situação não é motivo para eu andar assim, triste, angustiada e com as lágrimas à beira dos olhos. eu ri-me por dentro, porque achei ridículo. confesso, e tu sabes, que não estou assim só por ti. és tu, o b. e o d. e embora eu saiba que tenho de os esquecer, continua a doer-me horrores só de saber que não os posso ter comigo, da forma que quero. e não, ainda não consegui superar... em relação a ti, avô, eu não vou mudar. eu sinto-me assim, meio perdida, precisamente por ter medo de te perder daqui por pouco tempo. a mãe disse que se eu continuasse a isolar-me do mundo por estar assim, juntamente com as horas que passo a estudar, que não me deixava entrar na faculdade. eu ri-me, e tu sabes que não sou de respingar, mas não achei justo, visto que ela sabe que eu, durante toda a minha vida, esperei pela altura em que ia entrar na faculdade. apenas lhe respondi que fazia o que fosse preciso para arranjar o dinheiro e pagar eu mesma as coisas. sabes, avô, esta tristeza quando me invadiu, acabou por duplicar com as terríveis notícias a teu respeito. e sei que esta onda não vai voltar para trás, e quando rebentar, não sei que será de mim... só queria que ficasses, ou que pelo menos eles conseguissem ver para lá do meu olhar que digo estar cansado. sempre fui a mais calada do grupo, tu bem sabes disso, mas neste momento isolo-me porque não me sinto bem em grupo. e o meu silêncio até diz muito, mas parece que eles já não o sabem interpretar. e duvido muito que a mãe saiba como me sinto, visto que ela acha sempre que faço dramas dos meus problemas, ou supostos problemas, como ela costuma chamar. olha, amo-te, e aguenta firme, faltam poucos dias para o teu aniversário e eu quero poder abraçar-te.
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