Antigamente eu era a pessoa que tinha o maior coração do Mundo e que estava sempre a dar e receber amor por entre os que me eram chegados. Era sempre a melosa do grupo, a pirosa dos namoros e a que dava tudo nas amizades. Todos me consideravam um amor e eu recebia tudo em troca. Era feliz. Tinha e dava amor. Tinha pessoas comigo que as duas mãos não chegavam para contar. Pessoas verdadeiras, leais, minhas. Hoje, eu acho que as duas mãos chegam e sobram para contar essas pessoas que permanecem comigo. Hoje, eu não sou esse coração mole que toda a gente admirava. Sou mais um coração de pedra que só sabe dar valor aos que não merecem, mesmo sem nunca desvalorizar os que merecem. Mas mais do que as diferenças que os outros me apontam, magoa-me as diferenças que eu própria observo em mim. Aquelas diferenças do antes e depois. Aquele pré e pós desilusão. As coisas que eu gostava de mudar mas já não consigo. Porque como a Vida é feita de fases, também eu o sou, também vocês o são. E por mais que exista sempre uma ou outra frase na minha vida que pouco ou nada me agrade, eu tenho de a aceitar e adaptar-me às circunstâncias em que mudei. Por muito que seja feita de saudades de um passado que jamais voltará, eu tenho de aprender a olhar em frente. E essa é uma constante luta que eu tento travar diariamente. A luta comigo mesma. E sabem? Custa-me saber como eu era antes, ter a plena consciência de que tinha pessoas a amar-me e estava feliz, e saber que hoje não tenho nada que me garanta felicidade no dia de amanhã. Nada, isto é, ninguém.
November 25, 2012
November 24, 2012
I'm sorry
Se não tiveres as mesmas inseguranças que eu tenho, dificilmente entenderás o porquê das minhas ações. Se estás habituado a tudo simples e direto, eu não estou. Sempre fui de contornar as situações para lhes poder dar o maior protagonismo. Sempre procurei sentir-me bem em tudo o que faço. E isto para te explicar que quando te digo que tenho receio de te incomodar, e que esse medo é tão gigante ao ponto de não me deixar falar-te, acredita que não é um exagero da minha parte. Fico cega só de pensar que te podes fartar de mim, que podes querer dispensar-me da tua vida... estou farta de perder pessoas, e sei que esta atitude de pouco falar contigo, mas estar sempre a queixar-me disso, não me levará muito longe... só que, perdoa-me, perdoa-me por ser tão receosa, por tantas inseguranças. Eu gostava que entendesses isto que sinto. Gostava imenso que sim. Se algum dia eu conseguir deixar de sentir isto tudo, acredita, valerá a pena. Não te esqueças que és um docinho de chocolate.
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