Visitei-te finalmente, avô. Sentiste a minha presença? Confesso que estava demasiado confiante em ir, mas assim que cheguei à porta do cemitério comecei a sentir o coração a apertar, a apertar... e quando dei por mim, tinha lágrimas a escorrem pelos olhos. É difícil. Desta vez eu sei, eu tive a certeza de que isto é real, de que tu não voltas. Estás encalhado nessa porção de terra, agora com pedras por cima, e não há forma de te tirar daí e voltares à vida. Dói tanto. Dói ver o teu nome na lápide, juntamente com uma fotografia tua, e saber que é o significado da tua morte. Da tua eterna partida. E essa é a maior dor que carrego em mim. Não poder observar nunca mais o teu sorriso, o teu olhar e ouvir as tuas gargalhadas, a tua voz. Amo-te tanto, mas tanto, não imaginas! Cada vez tenho mais a certeza disso. Sempre.
January 25, 2013
January 24, 2013
Não corre bem. Não alcanço o que quero porque o que quero não posso ter. Sonho acordada e nunca se torna real. Nada. Eu. Às vezes parece que estou destinada a chorar dia sim dia sim e a que tudo corra mal. Destinada a um futuro de fracasso, pouco ou nenhum sucesso e ainda uma (grande) pitada de infelicidade. Não aguento assim. Até agora tinha forças suficientes para mudar a minha vida, mas parece que assim de repente tudo mudou e voltei a ser fraca e receosa. Porque nada bate certo. E eu só quero que algo corra bem. Mas depois questiono-me, como é que algo pode correr bem se quem me podia fazer bem simplesmente saiu da minha vida? Ou eu é que continuo a querer que quem me abandona me faça feliz. Idiota. Talvez não queira, são apenas as saudades a falar. Quero tanto, mas tanto, que algo me corra bem, no que toca ao coração. Quero sentir borboletas no estômago e o coração a acelerar as suas batidas. Quero sussurros ao ouvido, palavras carinhosas, sorrisos brilhantes e momentos inesperados. Quero o que há muito me fugiu. Amor. Felicidade. Quero. Preciso. Onde estão? Onde estou eu?
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