E já passa mais um mês hoje, avô. Já vão oito. É difícil habituar-me à tua ausência, mas acho que já estive mais longe de conseguir. Não quero esquecer-me de ti e tenho um certo receio que isso aconteça. Sabes como a minha cabeça se transformou numa enorme confusão e num poço de esquecimento desde que fui abandonada naquele dia de verão por uma pessoa muito importante para mim, mas não quero que esse esquecimento me afete ao ponto de eu me esquecer de ti, da tua voz, do teu rosto, do teu sorriso... quero que fiques sempre presente em mim. Já sabes o que vou dizer a seguir, não sabes? Saudades infinitas, lágrimas constantes e uma dor inimaginável. É o que me caracteriza desde que partiste. E olha, o oito dos meses que passaram, deitado, é o quanto te amo. ∞
January 26, 2013
Posso estar no meu auge de felicidade, num bem estar inimaginável, mas em apenas um segundo, mais coisa menos coisa, consigo ficar completamente o oposto. E é neste sobe e desce que a minha vida anda diariamente. Bem, mal. Mal, bem. Bem, mais ou menos, mal. Mal, mais ou menos, bem. Sempre assim. Um reboliço. Foi nisto que a minha vida se tornou há muito tempo e mais parece que é ela que tem controlo sobre mim do que eu sobre ela. Errado. Mas não tenho forças maiores que ela para ser melhor, para batalhar e ganhar a guerra. Por vezes ganho um balanço, mas eis que sou novamente atirada para o chão e fico dias a decidir o que fazer. Só queria ser mais constante. Menos efusiva. Mais tranquila. Talvez um dia chegue a consegui-lo realmente.
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