March 31, 2013
March 30, 2013
E mais um mês acaba de passar. Como é possível o tempo passar tão depressa? Consegues explicar-me, avô? Já vamos no décimo mês e eu já nem sei como encarar isto. Há dias em que parece que já aceitei que não poderei voltar a ver-te, mas há outros em que não quero acreditar, quanto mais aceitar, que partiste e que toda a dor que faz parte de mim não poderia ser mais real. Às vezes sinto a tua presença, oiço a tua voz no ar que paira sobre mim e recordo-me do teu olhar. Tenho pensado muito em ti nestes últimos dias, e talvez seja isso que me esteja a custar mais. No outro dia dei por mim a chorar compulsivamente, como já não chorava há muito tempo, por me lembrar de ti enquanto ouvia uma música. Dois ou três minutos de melodias fortes que me fizeram reviver o dia do teu funeral. Aquela dor de ter de te dizer adeus, o sentimento de impotência ao ver-te imóvel dentro daquela caixa de madeira que te vai deixar deteorizar à medida que o tempo passa... essa imagem assusta-me simplesmente. Queria que permanecesses intacto. Que não mudasses, não desaparecesses. E sabes? Podes não ser eterno fisicamente mas, dentro de mim, enquanto o meu coração bater, e até mesmo quando deixar de o fazer, serás eterno. Porque o meu amor por ti não tem maneira de morrer. Nem mesmo com a força das águas que desabam do céu. Nada conseguirá varrer o amor que te tenho, o orgulho e admiração que guardo de ti e, muito menos, a saudade que sempre irei sentir por já não estares cá. Amo-te muito, amo-te com todo o meu ser. Amo-te mesmo quando não tenho forças. Amo-te.
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