Avô ♥

remember

April 5, 2013

Sempre dei tudo o que podia e o que não podia/devia por todos. Por todos aqueles que julguei serem eternos na minha vida e presentes a cada dia que passasse. Dei tudo de mim até não restar a menor força para eu própria me aguentar. Segurei os vossos mundos e deixei o meu cair vezes sem conta, porque esta sou eu. Porque sempre pus os outros acima de tudo o resto e esqueci-me, muitas vezes, de que eu é que tenho de estar no cimo do pedestal. Eu é que tenho de ser o centro da minha vida e não todos aqueles que me rodeiam, quando a maior parte já é só memória. Quando muitos deles já nem se esforçam em mostrar-me que se calhar estou errada ao achar que não se preocupam comigo. A verdade é que não o fazem, não querem fazê-lo. E aí, eu vivo com a dor da ausência, do desprezo e do afastamento. E não digo isto para passar o papel de vítima ou a coitadinha que é abandonada por todos. Sou a ingénua que acredita, acima de tudo, na bondade das pessoas. Mas ela nem vê-la.... não vos crucifico, apenas não vos compreendo. E gostava. Gostava de perceber porque é que vos é tão difícil manter as pessoas que sempre se esforçaram para vos ajudar, as que sempre deram o que tinham para vos colocar um sorriso na cara. Com que coragem me dizem adeus e batem com a porta? Como é que são capazes de me ver derramar uma lágrima e não fazerem nada para a impedir de cair mais? Como é que eu já fui tão importante para muitos de vocês e hoje pareço não ser nada?

April 4, 2013

O que dói mesmo é eu fazer de tudo para te ajudar, para te mostrar que estou contigo, para tu me dares valor e, no fim, tu só me dás para trás, só me fechas todas as portas e todas as janelas e expulsas-me da tua vida, como se a minha presença nunca tivesse contado. Como se eu fosse simplesmente um papel que tanto podes rabiscar à vontade como escrever com jeito, como amachucá-lo até não sobrar nenhum espaço direito, bonito.E talvez eu seja isso mesmo, um papel amachucado por imensa gente, com demasiadas mazelas. E tu és só mais uma das pessoas que me tratou mal até não restar nada de bom de mim.