Avô ♥

remember

June 23, 2013

Já faz algum tempo desde a última vez que escrevi sobre ou para ti. Para ser sincera, não me lembro quando foi a última vez e teria de recorrer aos arquivos. Na verdade só peguei nesta caneta para te escrever, porque acho que da mesma forma que sempre escrevi textos a dizer o quanto te amava e o quanto sofri por ti, também seria justo escrever-te para dizer que já não te amo, que já não és tu que tens o meu coração. Gostaste de ler? Aliviou-te? A mim sim. Nunca pensei que este dia chegasse, pois achei que ia sempre ficar presa a este amor que tantas noites de sono me tirou e que tanto corroeu o meu coração.Fizeste-o num picadinho e eu deixei porque o amor que tinha por ti parecia desculpar e aceitar tudo. Era tão burra... Ao longo de quase quatro anos pensei que ainda voltavas.E só mudei essa ideia quando apareceste com a basca no nosso lugar. Aí eu levei as mãos à cabeça e admiti que te tinha perdido de vez. Pensei que vocês fossem para sempre, mas acabaste por fazer o mesmo que fizeste a todas as outras com quem estiveste depois de mim e antes dela. Só tenho orgulho em ti por saber que a mim nunca me fizeste passar por isso. Também acho que não merecia, tendo em conta a grandeza e intensidade do meu amor por ti. Nunca cheguei a perceber porque é que te tornaste nesse ser depois de me teres dito que o melhor para os dois era terminarmos a nossa relação. Sinto que depois daí descambaste por completo e hoje não és mais quem eu conheci e amei. E foi isso que aniquilou o que sentia por ti. Já só amava alguém que um dia foste e que não és mais. Só amava as nossas memórias. E tal como esse teu "eu" ficou no passado, o meu amor por ti também tinha de ficar. E ficou, finalmente. Tal acontecimento liberta-me de uma forma que nem sequer consegues imaginar. E vivo muito mais leve desde o dia em que te esqueci.

June 2, 2013

estava com os meus amigos à volta de uma piscina pública, o espaço a abarrotar de gente, imenso calor, e eu decidi ir dar um mergulho. atirei-me para dentro de água com a intenção de me distrair e refrescar o corpo, até que, por entre os olhos embaciados e os segundos que vinha a cima recolher ar, vi-te. estavas do outro lado da piscina com um copo na mão, mas não tinha a certeza se eras tu, então continuei a nadar até esse lado da piscina. quando venho à superficie recuperar o fôlego mais uma vez, vejo a tua namorada. ela estava a olhar para mim com aquele olhar mortífero, que tão bem conheço, pois sabia que estavas ali. a verdade é que eu vi-a, mas continuei como se não o tivesse feito, o que a deixou chateada. sentei-me à beira da piscina e enquanto levava as mãos aos olhos para retirar a água que me escorria pelo rosto abaixo, sinto uma leve chapada na perna e oiço uma voz a dizer "eu sei que o viste, mas ai de ti que te aproximes dele". era ela a avisar-me. e quando eu realmente abri os olhos, vi-a mesmo à minha frente, pronta para me atacar caso eu olhasse sequer para ti. não o fiz. apenas me ri e disse "não te preocupes, ele não deve querer ver-me por tua causa". e de repente tu apareceste ali de lado e muito surpreendido, oiço-te perguntar "Nicole? és tu? o que se passa aqui?" e claro que ela disfarçou e disse que não se passava nada. eu mantive-me calada e tu sentaste-te ao meu lado e disseste "não estava nada à espera de te ver aqui....como estás?"; eu não sabia sequer o que fazer. tu nunca tinhas vindo ter comigo depois de tudo o que aconteceu. sempre me trataste mal e me expulsaste por completo da tua vida. e ela ficou em pânico por te ver a falar comigo e decide intervir. "estás a falar com ela? depois de tudo o que ela te fez?", mentira, depois de tudo o que tu fizeste parecer que eu fiz. e tu apenas acenaste que sim....que estavas a falar comigo e que tinhas sentido saudades minhas. disseste-lhe para nos deixar a falar um pouco sozinhos, e eu sei que ela, se pudesse, ter-me-ia morto naquele instante, só com o olhar. eu continuava intacta, calada. não sabia o que fazer nem como reagir. abraçaste-me e disseste-me que te fazia falta. que pensavas em mim em segredo porque nunca te conformaste em teres-me fora da tua vida, e que só o fizeste porque ela tinha um enorme poder sobre ti...e eu bem sabia isso. a partir daí, voltámos a falar e eras a mesma pessoa que eu tinha conhecido, e não aquela em que te tornaste devido às circunstâncias e pressões que sofrias.
foi este o sonho que ocupou a minha última noite, e eu não sei se ainda me lês, mas sonhei que me tinhas dito que sim, que ainda abrias o meu blog na esperança de ler palavras para ti. e aqui tens. não sei se em sonho ou realidade, mas elas estão cá. e a saudade de ti também.