Avô ♥

remember

October 14, 2013

o nó na garganta aumenta. de um lado tenho uma voz que me atira para baixo, do outro, vozes que me dizem para ser feliz com o que tenho, com o que sou. o melhor ainda está para vir, é o que oiço em todo o lado. mas a minha tempestade já dura há demasiado tempo para ainda não ter vindo a bonança. e eu estou cansada de me sentir um farrapo. como é que fui deixar que uma pessoa me destruísse ao ponto de ser o que sou hoje? sou uma pessoa tão infeliz. e eu era super feliz! era tão amada e neste momento não tenho nada. sinto que tudo se farta de mim, que eu própria me farto de tudo... não sou nada como era antes de ele ter aparecido. neste momento sou um simples corpo cheio de lágrimas choradas e ainda por chorar. sou um coração frio e todo partido. sou uma alma vazia. uns olhos pequenos e cheios de vontade de fechar e nunca mais abrirem. sou um nada no meio do oceano. e tudo por causa dele. tudo por ele me ter tirado todas as forças. e ainda que tente sobreviver para depois voltar a viver, no verdadeiro sentido da palavra, não consigo. lá voltam as vozes que me mandam abaixo e volto à estaca zero. ou melhor, praticamente não saio dela. e queria tanto, juro. queria que o meu coração se sentisse aconchegado. mas bolas, quem é que está aqui? quem? já nem sinto muito aquele conforto por parte dos meus amigos. quais amigos? está tudo distante, tudo longe. eu só queria ter o abraço de alguém todos os dias. juro. só isso. queria voltar a sorrir um dia inteiro sem que depois caísse na desgraça. queria dizer com cem por cento de certezas que sou feliz, e não consigo. só queria voltar a ser o que era, e duvido que isso alguma vez aconteça.

October 7, 2013

Cinco anos. CINCO. 19 de maio de 2008. foi quando tudo começou. foi quando decidimos fazer parte da vida uma da outra, sem medos, sem distância que se impusesse. Lisboa. Sabugal. Mais de 300km a separar-nos. Um amor invencível. Uma amizade para a vida. Somos isto. E hoje! Hoje pude abraçar-te pela primeira vez. Pude chorar pela primeira vez nos teus braços. Pude ver esse sorriso maravilhoso de perto. Bem de perto. Pude sentir o meu coração a palpitar a mil à hora. Os nervos à flor da pele. As pernas a tremer. Ansiedade no coração. Não quis acreditar. Mas só quando te vi de pé, a vir na minha direção de braços abertos, eu senti tanta coisa e, no fundo, só queria uma coisa: não te largar. Chorar rios, mas não te largar! És linda, és perfeita, és grande, és simples, és maravilhosa, és linda, linda, linda! E se eu pudesse trazia-te comigo e não te deixava ir embora. A pior parte é sempre a despedida. Mas cuida bem de ti, e eu acredito que não vai faltar muito até nos vermos novamente! Amo-te, juro. Tenho tanto orgulho em ti, em nós! Permanecemos. Vamos continuar a fazê-lo. És a minha estrelinha, sempre foste. E hoje, brilhaste tanto, tanto! És linda, não consigo parar de o dizer. A-m-o-t-e.