
odeio ainda acreditar em vocês. fazem sempre o mesmo. no início é tudo lindo, gostam muito, provam coisas, demonstram sentimentos que nos fazem viajar no tempo e achar que é desta que acertámos. depois, fartam-se. num ápice já mal falam, já não dizem que gostam de nós e que estão com saudades, já não dizem que o nosso sorriso é lindo mesmo quando estamos tristes, já não nos abraçam quando precisamos e não pedimos. afastam-se e esperam que, no meio de tanto carinho ou amor que sentimos por vocês, entendamos o que querem transmitir sem dizerem nada: que perderam o interesse. não entendemos. ou talvez sim, quando o encanto passa por sentirmos que estamos a remar sozinhas. enchem-nos o coração de corações e flores coloridas, o estômago de borboletas barulhentas e de sorrisos parvos a cada minuto do dia, e depois é como se nos prendessem os pés num lugar escuro e nos fizessem sentir não-merecedoras de amor da vossa parte. fazem sempre o mesmo. e eu caio sempre.
