Às vezes atropelo-me em pensamentos, naquilo que já gostava de ter, naquilo que já queria ter conquistado, e de vez em quando esqueço-me de olhar para tudo o que efetivamente já tenho e fiz até ao momento.
Viajar em músicas e fotografias, álbuns de memórias, momentos com pessoas, faz-me trazer ao de cima o sentimento de agradecimento verdadeiro pela vida que tenho.
Se choro por achar que mereço mais, se me questiono se algum dia vou ter determinadas coisas? Sim... E mesmo sabendo que faço o que posso para lá chegar, às vezes o sentimento de impotência é maior.
Mas não posso ser injusta comigo mesma.
Se for olhar para o meu eu de 17/18 anos, que achava que ia sofrer para sempre por um amor não correspondido, que achava que nunca ia longe profissionalmente, que sentiu sempre muito sobre tudo e nem sempre era compreendida... Se fosse hoje, faria de tudo para acalmar o meu coração e dizer que ia ficar tudo bem.
Posso não ter o emprego de sonho, mas luto todos os dias para ser melhor no que faço. Posso não ganhar rios de dinheiro mas pago as minhas contas e não peço nada a ninguém.
Nunca eu pensei que quase a chegar aos 30 já ia ter a minha casinha, dois gatinhos, o amor da minha vida, e muitos objetivos por concretizar ainda.
A vida que idealizamos mais novos nem sempre se torna possível mas cada vez me sinto mais orgulhosa de mim por tudo o que já conquistei, com todo o meu esforço.

